O município de Guajará-Mirim não vive ainda uma situação alarmante, mas é preocupante. Tudo decorre dos problemas vividos pela população por conta da interdição da BR-425, em consequência das cheias que assolam a região, e a dificuldade e agora impossibilidade de se utilizar rotas alternativas para deslocar à Capital e a outras regiões do país, visto que não há outra saída por rodovia.
As últimasnotícias dão conta de que é visível o desabastecimento de muitos produtos primordiais na cidade. Além de que, os preços de muitos deles foram majorados, alguns em até 100%, por conta da escassez desses produtos. Com a dificuldade de chegada de produtos de primeira necessidade e de outros tipos de produtos, já há informações de que empresas estão demitindo empregados devido a brusca e violenta queda nas vendas do comércio local.
O movimento comercial caiu violentamente e o maior parceiro, que é a Bolívia, também enfrenta problemas com as cheias de seus rios e tem problemas semelhantes ou mais graves do que os de Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
Grupos organizados da sociedade guajaramirense organizaram o Movimento Guajará S.O.S e está convocados, através da imprensa e das redes sociais, a população para participar do evento que começa às 158h de hoje, com concentração na rotatória da cidade – na Av. 15 de Novembro com Duque de Caxias. Em carreata, os manifestantes percorreram diversas avenidas da cidade reivindicando contra o isolamento de Guajará-Mirim e Nova Mamoré,a falta de alimentos e insumos, o alto custo da cesta básica, altos preços no transporte para a Capital, economia aprisionada e o alto índice de demissões no comércio local.
O povo de Guajará-Mirim e de Nova Mamoré tem reclamado muito das promessas, dos discursos vazios e inócuos dos políticos da região e está deveras revoltado com a situação atual, cujos prejuízos são estendidos também ao povo boliviano que vive em nossa fronteira.
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