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Rio Mamoré sobe 10 cm por dia e Rio Lage alaga trecho da BR-425, em RO

10/03/2014 às 13h31
Por: João Teixeira
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Em Guajará-Mirim (RO), a cheia do Rio Mamoré já deixou desalojados, segundo a Defesa Civil do município. As intensas chuvas que caem na região e o Rio Beni, na Bolívia - que também está com grande volume de água por conta de fortes chuvas - são os principais fatores que elevam o nível das águas em cerca de 10 centímetros diariamente, nos últimos quatro dias. A cheia atinge também os seus afluentes. O Rio Lage, que corta um trecho da BR-425, entre Guajará e Nova Mamoré, invadiu o asfalto. A estação de captação da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (Caerd), localizada na mesma região, já foi afetada pela cheia. Nível nesta segunda-feira (10) está em 11,76, segundo a Defesa Civil.

Além dos riscos em trechos onde a lâmina d'água chegou a 40 centímetros, há pontos onde o asfalto começou a ceder, formando crateras que se escondem sob a água. A defesa Civil acredita que, em pouco tempo, a rodovia só será liberada para veículos grandes. "Está perigoso para carro pequeno. As crateras estão profundas e a água pode levar um carro para fora da estrada”,diz Francisco Sanchez, coordenador da Defesa Civil.

A última cheia do Mamoré, de acordo com o órgão, ocorreu em 2008, quando o rio atingiu 12,78 metros, e deixou desabrigados, porém, não há dados oficiais sobre os atingidos naquela ocasião. A Marinha já alerta a população para uma cheia igual ou com maior proporção neste ano. “O rio [Mamoré] está subindo cerca de 10 centímetros por dia, e mesmo que volte a subir três centímetros diariamente, já passa da marca registrada em 2008”, afirma o capitão da Marinha em Guajará-Mirim, José Carlos Euzébio.

No dia 28 de fevereiro, quando a cota passou de 11 metros, o Rio Mamoré causou o transbordamento de um igarapé no Bairro Triângulo, e pelo menos 40 famílias foram afetadas. Entre sexta-feira (7) e esta segunda (10), o nível do Mamoré subiu 40 centímetros e atualmente está com 11,76 metros.

Famílias dos bairros Triângulo e Cristo Rei, em Guajará, já começam a deixar suas casas, que foram inundadas. Um abrigo foi montado, mas, segundo a Defesa Civil, apenas uma família foi removida para o local. As outras estão abrigadas em casa de parentes ou amigos.

Cidades isoladas

Guajará-Mirim e Nova Mamoré estão isoladas desde o dia 12 de fevereiro, quando a cheia do Rio Madeira atingiu a BR-425, alagando diversos pontos, inclusive as históricas pontes da

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, e o acesso aos municípios foi fechado. Em Porto Velho, a cota do Madeira já chegou a 19 metros.

Sem acesso terrestre, uma rota alternativa foi criada para que a população dos dois municípios, além dos distritos, não ficasse desabastecida. Mas moradores de Nova Dimensão, distrito de Nova Mamoré, fecharam a estrada em protesto pela abertura da Estrada Parque, que passaria por uma área de reserva florestal, negada pelo Ministério Público Federal. Assim, para chegar a Guajará-Mirim, apenas por barco ou táxi aéreo.

 

 

Fonte: G1/RO
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