A exemplo do que ocorre com os extrativistas dos rios Novo e Pacaás Novos, os extrativistas do rio Ouro Preto também foram atingidos pelas cheias que assolam a região e acumulam prejuízos consideráveis em suas atividades de manutenção da vida.
O presidente da Associação dos Seringueiros do Rio Ouro Preto (ASROP), José Avillaneda Amutari, disse na manhã desta terça-feira, 11, que já efetuou levantamentos nas localidades de Nova Colônia, Nossa Senhora do Seringueiro e Floresta e os dados preocupam os moradores da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto. Segundo ele, muitos moradores dessas áreas tiveram suas plantações de macaxeira perdidas pelo avanço das águas. Aliás, quase todas as roças dos moradores foram invadidas e as lavouras cultivadas estão perdidas.
Avillaneda afirmou que até o final dessa semana e integrará um nova comissão que vai subir o Ouro Preto para efetuar levantamentos nas comunidades de Divino Espírito Santo, Ouro Negro, Sepetiba e Petrópolis, que ficam em locais bem mais distantes das comunidades já visitadas por ele.
O presidente da ASROP disse que o rio Ouro Preto dá sinais de vazante, mas os prejuízos dos ribeirinhos já alarmantes e por isso ele busca junto à Defesa Civil do Município formas de ajuda para aquela população, inclusive com o fornecimento de cestas básicas para ajudar os desabrigados da Resex.
Projetos
Avillaneda adiantou que a ASROP trabalha com a possibilidade de implantação de um projeto que vai beneficiar a comunidade ribeirinha: é o projeto que visa o aproveitamento da madeira morta dentro da área de reserva. Nesse sentido, segundo Avillaneda, a Autorização para implantação desse projeto está encaminhada e falta apenas a GT (Guia de Transporte) para cadastramento junto ao IBAMA e a SEDAM. Ele acentua que o projeto é pioneiro em Guajará-Mirim e, uma vez implantado, vai ajudar e muito na renda das famílias que vivem e cuidam da floresta brasileira nesse pedaço de Brasil.
Fonte: Guajará Noticias
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