
Após discursos e análises com o objetivo de debater possíveis soluções para o problema causado pela interrupção da Rodovia 425, hoje tomada pelas águas da época chuvosa abaixo da baliza do Equador, e também informar a população sobre a magnitude da situação, a mais consensual de todas as opiniões adotadas tanto por agentes públicos como privados que participam do conjunto da Defesa Civil recém- formada, encontra-se centrada na extensão dos acessos via terrestre ou rotas de escapes entre Guajará-Mirim e outras cidades do Estado. O despacho da juíza federal que decidiu pela não abertura do trecho da Estrada que ligaria Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Nova Dimensão à cidade de Ariquemes, acabou frustrando cálculos e miragens de 100.000 pessoas que residem nestas três cidades.
Embasado na ecologia de boutique de que o barulho de automóveis e veículos de carga pudessem atrapalhar o sossego dos indígenas que “por supuesto” habitam uma estação ambiental localizada no contorno do roteiro da estrada, O MPF, através de petição à Juiza Raquel Branquinho, além de não apresentar uma proposta viável, ainda colocou toda esta população no prejuízo. São estes vícios arcaicos do setor público que emperram o progresso. São estes atropelos que paralisam o avanço de ações positivas em favor do bem-estar social.
Todos sabemos que produzir energia é uma questão essencial. Mas a compreensão para os problemas causados pela construção destas fábricas de energia que utilizam os recursos naturais de forma irresponsável e sem obediência a parâmetros técnicos de impacto urbano, também deveriam estar pautadas no rol de responsabilidades do MPF. A implantação destas usinas também violam direitos primários dos índios. Aliás, para quê tanto latifúndio para indígenas? Para produzir o quê? É um absurdo ficar mantendo estas pessoas como selvagens somente para a satisfação de uma “cultura”. Tinham que vir para a cidade, crianças nas escolas e adultos no trabalho, pagando impostos como todo cidadão.
Na contramão da situação, se estes supostos indígenas afinal requerem a terra para viverem como índios, então que abandonem os calções da Adidas, as camisas da Hering e os kichutes comprados no Comercial Obadias e retornem aos vestuários rústicos das florestas a cobrirem as partes íntimas, às caçadas e às pescarias. E que desliguem o celular e a TV via satélite a fim de que não se corrompam com o modus-vivendi do cidadão comum.
É o seguinte: É de todos sabido que em situações como a exposta, não adianta confrontar. Mas também não adianta ficarmos passivos diante destas aberrações ambientais. Esta impostura judicial tem causado revolta na população que todos os dias se depara com o aumento nos preços dos alimentos e outros produtos também essenciais. E revolta também nos usuários constantes da rodovia 425, que diante da obstrução da estrada pela enchente, tiveram que procurar atalhos e picadas opcionais de trajeto em condições precárias de trânsito e que resultam em avarias em seus caminhões e estragos freqüentes de produtos perecíveis, fazendo aumentar os gastos com oficinas e autopeças e, por conseqüência, no aumento dos fretamentos e na carestia dos preços de gêneros básicos no comércio local.
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