Em coletiva durante a tarde de sexta-feira (14) os prefeitos de Guajará-Mirim Dúlcio Mendes (PT) e de Nova Mamoré Laerte Queiroz (PSDB), informaram que o governador de Rondônia, Confúcio Moura, espera que a Justiça Federal reconsidere a sentença que impede a construção de uma estrada parque para acesso a Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Os municípios rondonienses estão isolados por terra por causa da cheia histórica do rio Madeira e sofrem com o desabastecimento.
Dúlcio e Laerte explicaram que a BR-425, principal acesso com asfalto à região de fronteira com a Bolívia, ficou alagada. Há uma estrada alternativa entre as duas cidades, mas que aumenta a viagem em mais de 200 quilômetros e não é trafegável para grandes caminhões carregados, o que causa o desabastecimento nas duas cidades. Para forçar a abertura da estrada parque, esse acesso também foi interrompido por índios e moradores da região.
Os dois prefeitos e o governador estiveram em Brasília esta semana, buscando apoio do governo federal na reconstrução e auxílio às vítimas da cheia do Madeira. Moura explica que, diferente dos outros acessos, que margeiam o rio Madeira, essa estrada parque começa em Ariquemes (RO), mais ao meio do estado e atravessa Rondônia, perpendicularmente ao rio.
São 120 quilômetros com asfalto, o resto de chão, mas bem conservado, e um trecho de 12 quilômetros que passa por dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim, segundo o governador, onde a justiça impediu o governo de iniciar as obras.
“Entramos com pedido de reconsideração da sentença e acredito que vamos conseguir, devido às circunstâncias. A presidenta também se manifestou favorável, chamou a Advocacia-Geral da União para peticionar e trabalhar administrativamente para conseguir a permissão para abrir a estrada”, contou Confúcio Moura.
Quanto aos recursos financeiros, segundo o governo do estado, a presidenta ressaltou que o governo federal vai liberar recursos para construção, assim como maquinário e mão de obra. Basta o governo do estado justificar o pedido pelo sistema da Defesa Civil Nacional e os recursos financeiros serão liberados em caráter excepcional, no mesmo dia.
Sobre a situação da BR-364, que também tem trechos alagados, o governador de Rondônia explica que já estão licitados trechos para recuperação e elevação do leito da rodovia e para a construção de uma nova ponte para travessia do Rio Madeira, na região do distrito de Abunã. Atualmente, a travessia é feita por balsas.
A BR-364 tem trechos em que a água invadiu a pista, dificultando o tráfego de veículos. Em Abunã, foi providenciado um novo atracadouro para a balsa, com o objetivo de garantir a travessia dos caminhões de carga mais altos que, embora limitados, ainda conseguem trafegar, sob supervisão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A rodovia cruza Rondônia até o Acre e, por causa dos trechos interrompidos pela cheia, o estado sofre com o desabastecimento de bens duráveis. Para garantir que não faltem os itens essenciais, o governo federal disponibilizou para o estado do Acre caminhões do Exército e aviões da Força Aérea Brasileira, que estão fazendo o transporte de produtos. As balsas partindo de Manaus (AM) e a compra de produtos do Peru também auxiliam no abastecimento do Acre.
Durante a coletiva os prefeitos informaram que a presidente da República Dilma Rousseff visitará Porto Velho neste sábado (15) para observar os problemas ocasionados na capital de Rondônia durante a maior cheia da historia do rio Madeira.
A visita da presidente do Brasil a Porto Velho foi agendada em caráter de urgência durante tarde desta sexta-feira (14).
Fonte: Agencia Brasil.
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