Com a aquiescência da professora Léa de Andrade Moura, Coordenadora de Educação Regional, órgão da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), a partir desta quinta-feira, 20, escolas estaduais passarão a servir como abrigos para atender as pessoas desalojadas e desabrigadas pela cheia do Rio Mamoré. A informação foi dada na manhã de hoje pelo Coordenador da Defesa Civil Municipal, professor Francisco Sanchez de Mendonça.
De acordo com Sanchez, a primeira escola da rede estadual a ser utilizada será a Escola Simon Bolivar, no centro da cidade, que começa a receber desabrigados das enchentes a partir de hoje.
Em conversa com nossa reportagem, Sanchez disse que, em todo o município de Guajará-Mirim, 325 famílias já foram afetadas pelas enchentes. A cheia começou pelo Bairro do Triângulo, estendendo-se em seguida pelo Santo Antônio, Cristo Rei, São José e agora também o Tamandaré. Além desses bairros, registra-se enchente e desabrigados nos distritos de Supresa e Iata.
O Coordenador da Defesa Civil do Município afirmou que 13 famílias estão abrigadas no Rotary Clube e outras em abrigos em igrejas e escolas.
Até o presente momento o Município não recebeu nenhum tipo de ajuda financeira e a Defesa Civil trabalha com recursos da própria Prefeitura do Município, que são escassos e comprometem o Orçamento do ano. Todos os membros da Defesa Civil Municipal trabalham 24 horas por dia no atendimento aos desabrigados e o prefeito Dúlcio da Silva Mendes tenta sensibilizar as esferas governamentais do Estado e da União na tentativa de obter recursos financeiros e materiais para atender a demanda que aumenta a cada dia.
Ao meio-dia de hoje, quinta-feira, o nível do Rio Mamoré assinalava 13,60 m, segundo informações da Agência Fluvial de Guajará-Mirim, órgão da Marinha do Brasil.
Fonte: Guajará Noticias
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