Ao usar a Tribuna da Câmara na sessão ordinária desta quinta-feira, 20, tanto no Pequeno como no Grande Expediente, o vereador Augustinho Figueiredo (PDT), que tem se notabilizado pelas efetivas ações em defesa dos reais interesses do povo de Guajará-Mirim, reportando-se sobre o atual momento que vive o município, elogiou as ações do prefeito Dúlcio da Silva Mendes (PT) e do Coordenador da Defesa Civil do Município, professor Francisco Sanchez de Mendonça, realizadas em prol do povo atingido pelas cheias do Rio Mamoré.
Quanto as ações dos governos estadual e federal, o vereador criticou veemente a omissão de ambos afirmando que, mesmo enfrentando sérias dificuldades, o município não recebe ajuda financeira para fazer face às despesas geradas pelas ações de atendimento às pessoas atingidas pelas cheias que assolam a região, o que faz com que o Governo Municipal sacrifique o seu orçamento, que já é minguado.
Augustinho disse que tanto o governo do Estado quanto o governo da União deveriam entender a situação de nosso povo e mandar recursos para socorrer os desabrigados e desalojados pelas enchentes. Ele disse que deveriam ser mandados pelo menos combustível e barcos, além de alimentos, colchões, barracas e outros itens para socorrer as vítimas.
O vereador pedetista também criticou a ausência de políticos que, segundo ele, sequer mandam um assessor a Guajará para verificar a situação e transmiti-la ao chefe.
No que diz respeito a SEMCET, Augustinho defendeu a manutenção da pasta e se disse defensor da nossa cultura que, entende, deve ser alavancada. Nesse sentido, lamentou a falta de apoio dos governos municipal e estadual com relação a não realização do Festival Folclórico Pérola do Mamoré – FEFOPEM, o chamado Duelo da Fronteira que envolve as agremiações folclóricas Boi Malhadinho e Boi Flor do Campo, que deixou de ser realizado em 2013. Colocou-se à disposição das diretorias dos dois bois para realizarem uma série de reuniões para planejar a realização desse festival ainda este ano. Adiantou que fará todos os esforços possíveis para buscar recursos para serem investidos nessa festival que ele considera o maior evento cultural de Guajará-Mirim. Ao final da sessão, Augustinho já entabulou um bate-papo com o Léo do Boi Malhadinho, que estava presente na sessão da Câmara.
Sempre emocionado quando fala da sua infância pobre e difícil, o vereador Augustinho costuma relembrar fatos do passado. E o descaso, a falta de atenção dos governantes para com o município de Guajará-Mirim, revolta esse filho do Rio Pacaás Novos que, apesar de ser portador de deficiência, chegou à Câmara de Vereadores pelo voto popular e pelos serviços já prestados ao município. Sua atuação nesse período de um ano e três meses de mandato o transformou no mais atuante defensor dos interesses de Guajará-Mirim e sua gente.
Fonte: Guajará Noticias
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