
O assunto mais importante do momento atual de Guajará-Mirim é, sem dúvidas, a situação por que passa o município em consequência das enchentes que castigam a região, traz sérios problemas para a população e compromete o futuro de todos. E esse foi o tema predominante na fala dos vereadores que utilizaram a tribuna durante a sessão ordinária do 1º Período da 12ª Legislatura da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, realizada nesta quinta-feira, 20, no Palácio Presidente Tancredo Neves, sede do Poder Legislativo Municipal.
De modo diferente do que ocorre normalmente em sessões da Câmara, quando não há pauta em que matérias importantes ou polêmicas a serem discutidas, um expressivo número de pessoas compareceu ao Plenário Clodoaldo Moura Palha, dentre eles, constituindo-se em maioria, estavam servidores da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SEMCET), inclusive a Secretária da pasta, professora Wisnete de Paula Ojopi. A presença desses servidores deu-se em função da notícia de que o vereador Aldemir Carneiro de Oliveira, o Irmão Dênis, do PTB, ter publicado em uma rede social, o desejo de a Prefeitura de Guajará-Mirim extinguir a SEMCET e transformá-la em uma Diretoria que seria subordinada à Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Os servidores, naturalmente, são contrários a essa medida e compareceram à sessão para pressionar os vereadores a não tomarem essa decisão.
Dos 10 vereadores presentes – o vereador indígena Arão não compareceu à sessão – todos os que utilizaram a Tribuna da Casa foram unânimes em defender a manutenção da SEMCET como Secretaria, além de se reportarem ao problema da enchente no Rio Mamoré e suas consequência danosas para a população.
O vereador Irmão Dênis, ao usar a Tribuna, durante o Grande Expediente, defendeu-se dessa acusação e destacou que foi um dos que lutaram pelo retorno das atividades dessa Secretaria, que havia sido extinta por Administração Municipal anterior. Assim como os demais que usaram da palavra, se disse defensor das ações culturais do município e afirmou que tudo não passou de um mal-entendido, já tendo inclusive colaborado com eventos culturais do município e, por ocasião de um desses eventos, havia uma faixa dos organizadores agradecendo o seu apoio, fato que levou o pastor de sua Igreja – ele é membro da Assembleia de Deus – a chamar a sua atenção por apoiar esse tipo de evento que contraria a ideologia da sua religião.
Fonte: Guajará Noticias
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