A Marinha do Brasil, através da Agência Fluvial de Guajará-Mirim, baixou Portaria estabelecendo normas para o tráfego de embarcações em avenidas alagadas da cidade de Guajará-Mirim. A informação da dada nesta sexta-feira, 21, pelo Capitão-Tenente José Carlos EUZÉBIO, titular da Agência Fluvial de Guajará-Mirim.
Segundo o Capitão Euzébio, a Agência tem recebido muitas reclamações de moradores das áreas atingidas pela cheia do Rio Mamoré, dando conta de que vários pilotos de embarcações, especialmente de “voadeiras” e de motos náuticas ( Jet Ski) estão desenvolvendo excesso de velocidade nessas áreas e causando prejuízos às casas construídas nessas áreas e abandonadas por seus moradores em consequência da enchente, além de causarem perigo constantes às pessoas que circulam por essas áreas.
O Capitão deixou claro que esses pilotos devem observar as normas contidas na Lei Segurança de Transportes Aquaviários – a LESTA, e que os infratores serão devidamente punidos na forma da lei. De acordo com o Oficial da Marinha do Brasil, se o piloto apalhado na ação não for habilitado legalmente, terá a embarcação apreendida e ficará sujeito ao pagamento de multa e demais sanções previstas na LESTA.
Sobre a cheia do Mamoré, o Capitão disse que a Marinha do Brasil foi instalada em Guajará-Mirim no ano de 1951, como Capitania dos Portos, e que o órgão não detém registros oficiais das enchentes de épocas passadas, passando a ter o registro oficial desse fenômeno natural somente a partir de 2010.
Moradores antigos da cidade afirmam que maior cheia já registrada do Mamoré foi no ano de 1959, sucedendo-se as cheias de 1982, 1997 e 2008, que foi a última de grandes proporções com o nível do rio chegando a 12,78m. A cheia deste ano de 2014 assinala, nesta sexta-feira, 13,70m, superando, pois, a de 2008.
De acordo com a Defesa Civil do Município, a cheia já atingiu cerca de 400 famílias em toda a área física do município de Guajará-Mirim.
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