
Na semana passada, o governador Confúcio Moura (PMDB), que sempre tem sido comedido em suas declarações, ficou irritado e teria dito durante entrevistas em Ouro Preto do Oeste, que “manda no Governo”.
A fala de Confúcio, que já anunciou que disputará a reeleição, é uma resposta ao pré-candidato do PSDB ao Governo, o ex-senador cassado por compra de votos, Expedito Junior, que já declarou que Moura “não manda nada”, em relação a sua gestão estadual.
Em resposta o governador alfinetou o senador cassado: “Eu mando sim no meu Governo. como prova disso, cancelei um contrato milionário, de interesse do pré-candidato tucano”, rebateu num recado direto ao adversário.
Candidato derrotado ao Governo em 2010, quando foi o quarto colocado no primeiro turno, Expedito apoiou Confúcio no segundo turno, jurando que não queria nada no governo e que nunca iria traí-lo. Ele não ocupou cargos na gestão atual, mas pessoas ligadas a ele foram nomeadas no Governo.
Num acordo durante a campanha, porém, Expedito foi agraciado com uma sinecura de Confúcio, ao elevar o valor do contrato de vigilância nas escolas de R$ 19 milhões ao ano, para R$ 57 milhões, o que teria feito Confúcio pagar todos seus pegados e confidenciar a amigos: "Me arrependo amargamente de ter acreditado em suas juras", desabafou o chefe do executivo estadual.
No ano passado, com Expedito ensaiando uma pré-candidatura ao Palácio Presidente Vargas, o Governo decidiu cancelar o contrato, deixando inclusive as escolas vulneráveis aos roubos e furtos, especialmente na capital.
À época, o secretário estadual de Educação, Emerson Castro, chegou a dizer que era mais barato repor o que havia sido levado pelos ladrões das escolas, do que manter o contrato milionário de vigilância, em empresa pertencente ao irmão do ex-senador.
Pelo jeito, a coisa tende a continuar se acirrando. Se Júnior conseguir dobrar a Justiça, como vem apregoando em todo o Estado, será que ele e Confúcio vão polarizar a briga pelo Governo?
Quem viver, verá!
Autor: Rondonoticias
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