Por volta das 10 da manhã de hoje, segunda-feira, dezenas de índios de várias etnias que habitam em Guajará-Mirim concentram-se em frente ao escritório da coordenação local da Fundação Nacional do Índio (Funai) e fizeram com que os funcionários do órgão deixassem o local de trabalho.
Nossa reportagem esteve no local e conversou com o líder do movimento, professor Milton Oro Nao, que mora na localidade de Capoeirinha, no rio Pacaás Novos, que explicou que o movimento é pacífico e visa a substituição do atual coordenador a quem acusam de omisso com as causas indígenas. Além disso, eles reivindicam mais atenção nas áreas de saúde e educação e assistência às famílias atingidas pelas cheias que, segundo o professor, estão abandonadas e entregues à própria sorte.
O professor Milton afirmou que pela parte da tarde de hoje deverão chegar mais índios das áreas ribeirinhas e terrestre para engrossar o movimento reivindicatório. Adiantou que não tem prazo para eles abandonarem o local e que só o farão quando a presidência da Funai, em Brasília, anunciar a demissão do atual coordenador e medidas para atendê-los. Quanto a um novo nome para substituir o atual coordenador, o professor disse que as lideranças se reuniram para definir esse novo nome.
O líder indígena disse que seu povo quer mais médicos, medicamentos, cestas básicas para atender os atingidos pelas enchentes e também a implantação de um Distrito Indígena em Guajará-Mirim, que hoje funciona em Porto Velho e que a demanda populacional indígena é quase toda em Guajará-Mirim.
Presente à manifestação estava também vereador Arão, eleito pelos povos indígenas, que hipotecou apoio e solidariedade ao seu povo. Ainda durante a manifestação, chegou ao local o Delegado da Polícia Federal em Guajará-Mirim acompanhado de um Agente para manter conversação com os índios que ocupavam o local. Até o fechamento desta matéria não se tinha informações do resultado da conversação.
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Fonte: Guajará Noticias
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