
A negativa de atendimento a uma criança de 9 meses de idade, por parte de um médico do Hospital Regional de Guajará-Mirim, acabou indo parar na Delegacia Regional de Polícia Civil, onde foi lavrado um BO (Boletim de Ocorrência).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, que leva o número 163-2014, de 11 de maio de 2014, cuja natureza do fato foi classificada como Comunicação, por volta das 21h50 deste sábado, 10, a mãe da criança, Daiane Melo da Silva, de 25 anos de idade, levou seu filho de 3 meses de idade ao Hospital Regional em busca de atendimento médico pelo fato da criança estar com 40 graus de febre. Segundo consta no BO, a criança foi atendida inicialmente por uma enfermeira que constatou a febre da criança e comunicou à mãe que adentrasse ao consultório médico para a criança ser examinada pelo médico de plantão.
Segundo a denunciante, mãe da criança enferma, quando foi entrar no consultório, ouviu do médico Fernando Camacho, que estava de plantão no local, “sai, sai, que eu estou atendendo uma emergência”. A mãe da criança afirma que naquele momento o médico não estava atendendo ninguém e simplesmente não quis atender a criança.
Em razão do ocorrido, fato considerado grave por qualquer ser humano, ela se dirigiu à Delegacia de Polícia para registar a Comunicação e solicitar providências que o caso requer.
NR: De há muito que a saúde de Guajará-Mirim está na UTI. O atendimento é péssimo, sobretudo quando é por conta do SUS. Além de faltar profissionais, falta também medicamentos e material essencial para o atendimento da população. O povo não tem a quem socorrer e, em casos extremos como o registrado nesta matéria, só resta procurar a polícia, pois na verdade ninguém ouve os reclames da população, principalmente quando esta população é pobre. Lamentável sob todos os aspectos.
Fonte: Guajará Notícias, com informações de Boletim Policial da DRPC.
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