Quando assumiu a responsabilidade de gerenciar o Executivo Municipal em Janeiro de 2013, o prefeito Dúlcio Mendes jamais poderia imaginar no quanto colossal consistia este desafio, tamanho os transtornos que iriam se apresentar. Mas, confiante em seu potencial humano e vontade de trabalhar à serviço da população, arriscou-se nesta parada repleta de problemas e embaraços, sem se preocupar com os conflitos internos e com as críticas externas que até hoje estão pairando sobre sua órbita e que, aceite ou não, acabam por provocar abalos sísmicos em sua administração.
Em relação aos problemas internos, há que se reconhecer que Dúlcio Mendes triunfou nas urnas de maneira legítima e em obediência a todos os preceitos legais. No entanto não conseguiu organizar de maneira massiva sua equipe de apoio na campanha como uma nova equipe de opinião pública, até porque na nominata do PT não existia cognomes a altura das aptidões que se exigiam para os cargos de setores em aberto no Palácio Pérola. Daí que o prefeito, em sua autonomia, acabou não deixando o partido monopolizar a prefeitura, o que resultou em “insubordinação”, seguindo-se de boicote e mobilização por parte de “xiitas” da legenda petista, com o objetivo de desestabilizar seu governo.
Contendas internas costumam produzir feridas difíceis de cicatrizar. Atritos de cúpula que discordam entre si constituem em ameaça ao diálogo e ao consenso sobre o presente e o futuro. De patente nesta celeuma, é que ao se deparar com a frustração de seus desejos, miragens e vislumbres, alguns radicais do partido vermelho partiram para o contra-ataque golpista. Assim mesmo o prefeito conseguiu levantar a poeira e foi seguindo adiante.
Quanto às críticas que se propagam na mídia falada e também nas avenidas da cidade, é preciso dar um desconto. Desde outubro do ano passado que as intempéries naturais castigam a cidade e afetam toda a sociedade causando prejuízos difíceis de se calcular. O problema é que enquanto alguns procuram manter a alegria em meio a tristeza geral, outros procuram degradar a imagem do prefeito ao mesmo tempo em que também estão buscando tirar proveitos políticos do flagelo de parcelas da população, através de falações e discursos hipócritas numa corrosão de valores e em prejuízo da promoção do bem-estar e conforto daqueles que hoje encontram-se ao Deus-dará. Transmutam as insatisfações do populacho em agressões abertas, chegando ao cúmulo de atacar a Prefeitura, a Câmara e até a Defesa Civil sem escrúpulos conceituais.
Todo caos tem uma lógica que se sustenta, mas que também não se cimenta como uma doença crônica em estágio terminal. A condição de caos não é uma condição limite. Enquanto existem críticos que divergem suas opiniões por ignorância ou por não conhecer “in loco” o empenho do prefeito e a ajuda do conjunto composto por pessoas dispostas a colaborar com informes técnicos e operações de logística que trabalham em sincronia com problemas e circunstâncias, também existem pessoas sensatas que reconhecem que o emprego que esta força conjunta apresenta nesta situação, são maiores do que as que já houveram em outras épocas, embora não suficientes para atingir os objetivos.
Antes de se propagar factóides ou criticar a torto e a direito sem a devida ciência dos fatos, é preciso dar crédito à boa fé, às boas intenções e ao senso de justiça.
Mín. 24° Máx. 40°

