
*Aluízio da Silva
A cidade de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, continua vivendo tempos difíceis na área da segurança pública. De há muito que a população reclama das ações dos bandidos que deixam a todos sobressaltados. A média atual diária, de ocorrências policiais envolvendo furtos, roubos e assaltos chega atualmente a impressionantes 5 casos por dia. E esses números não levam em consideração aqueles casos em que as vítimas não procuram a polícia para denunciar porque, quase sempre, nunca se encontra o autor – ou autores – do delito e a população acaba por perder a confiança na polícia.
Todos os dias ouve-se nos programas de rádios da cidade, vê-se postados nos sites, notícias dando conta desses lamentáveis fatos que atingem a família guajaramirense. De tão banal, as cenas já não comovem os guajaramirenses. É inaceitável a ousadia dos bandidos. É como se esses fatos fossem inescapáveis fatos devida. Não podem ser. A história mostra que a banalização do banditismo é um fenômeno que, como o câncer, nasce e cresce silenciosamente. Quando se tenta ataca-lo, em muitos casos, já é tarde demais. E a ousadia dos bandidos é crescente. Não escolhem vítimas. Atacam crianças, idosos, e pessoas humildes que tentam ganhar a vida honestamente vendendo algo para obter o pão de cada dia. Foi assim com uma criança que vendia picolé e foi enganada por um vagabundo. E também com uma senhora boliviana, daquelas que vêm todo dia da Bolívia, vender pão de arroz e cunhapé em nossa cidade e foi atacada por um marginal que levou sua bacia com os produtos que buscava vender.
Não se ouve das autoridades do setor anúncio de qualquer medida para combater o banditismo na cidade. Cidade que está em Estado de Calamidade Pública, reconhecido pela Governo do Estado e pelo Governo da União, é que serve de palco de blitz diárias e gigantescas, o que dificulta a ação dos trabalhadores honestos. Será que não há outra tarefa mais urgente e importante para a polícia atuar? Como ajudar na limpeza e reconstrução das avenidas dos bairros atingidos pelas cheias do Mamoré?
A cada caso registrado, a polícia promete apurar os fatos. Mas nunca se vê uma solução positiva para o cidadão. Normalmente se fica só na promessa. E o povo não tem para quem reclamar, a não ser para o Bispo. É como se tudo fosse muito normal. Não é.
*Administrador, Jornalista e Radialista.
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