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A ENCHENTE DE 2014 E O DIFÍCIL RETORNO

21/05/2014 às 14h15
Por: João Teixeira
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A ENCHENTE DE 2014 E O DIFÍCIL RETORNO

Medo do futuro e receio antes as previsões que abalam os ânimos daqueles que vão ter que reiniciar suas vidas após o dilúvio que acabou impondo mudanças extremas em seus cotidianos , tornaram mais difíceis as interações humanas e conviram em embargo às atividades de empresas comerciais forçando algumas a demitir funcionários, deprimir salários e contribuir para agravar condições de vida de muita gente. É diante deste cenário que a enchente de 2014 começa a se despedir deixando uma vastidão de tristeza e desolação.

Abaladas e inseguras, as pessoas que pouco a pouco começam a retornar às suas vivendas, também começam a se questionar sobre qual o sentido deste carnaval chamado vida e, entre fétidos córregos e lamaçais, efetuam os prejuízos sociais e materiais difíceis de se calcular. Adão Karantino, 40 anos, servidor público, hoje morando em uma casa alugada, entre a lágrima e o sorriso, agradece pelo fato de ter perdido somente um guarda-roupas, uma cama e uma cômoda para as forças das águas invernais, ao mesmo tempo em que lamenta que, entre alguns de seus vizinhos, a inundação acabou levando não somente seus pertences, mas também a própria casa aonde residiam.

Em conversa com o cidadão Roberto Torres, 69 anos, dono de uma barraca de venda de pescados no Mercado Público, mais conhecido pelo apelido de Pindoba, que reside na Avenida Boucinhas de Menezes, à apenas 30 metros da Avenida Doutor Leverger, e cujo avanço das correntes fluviais alcançou níveis acima de um metro e meio em sua moradia, o mesmo relatou que está passando por aperreios para retornar ao seu habitat devido a má vontade da empresa Eletronorte em religar a energia elétrica de seu aconchego.

O problema de Joaquim Antônio, 63 anos, comerciante, hoje instalado num ponto improvisado na calçada na Avenida Doutor Leverger, em frente à uma mercearia, está centrado no transtorno em que acabou tornando seu serviço. Dono de uma pensão de comidas caseiras que sempre funcionou ao lado da Casa de Apoio da Funai e aonde tudo era cômodo e prático, hoje Joaquim reclama da queda do movimento e da tortura que tem sido a tarefa de transportar o seu produto, aí incluso panelas, prataria, apetrechos e marmitex entre sua atual morada no bairro Serraria e o local de trabalho no bairro Triângulo.

Atento à esta situação, o vereador Augustinho Figueiredo, como o vereador que mais está ligado com os problemas da população, requereu de sua assessoria que fizesse uma checagem completa sobre os reclames destes cidadãos a fim de procurar trabalhar projetos municipais aonde estes reclames estejam levando em conta a relação de prioridades. O objetivo de Augustinho é calcular todo o inventário de propostas e sugestões e elevá-los à máxima potência com o objetivo de conseguir amparos e socorros que coincidam com as expectativas desta parcela da população.

O vereador Augustinho Figueiredo, que já foi morador desta área de alagação durante toda sua infância e juventude, disse ainda acreditar no potencial de perseverança do povo de sua linhagem diante das tragédias por entender que as surpresas diante dos desastres é que justificam a confiança em dias melhores.

 

 

 

 

 

Autor: Fábio Marques






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