
A violência tem aumentado de maneira vultosa em nossa cidade. Todos os dias ouvimos notícias de roubos, assaltos, porte de drogas, bandidos que se escondem na Bolívia e fins de semana sangrentos com direito até a assassinatos. A Polícia até faz o que está ao seu alcance e, em alguns casos, consegue resolver em questão de horas o desbarate de uma ou outra infração de má índole e colocar atrás das grades os meliantes. Mas a outra verdade é que a maioria destes casos ficam sem solução porque infelizmente a nossa polícia não tem condições técnicas para resolvê-los. Não porque não queira, mas porque, ou não predispõe de quantidade suficiente de material humano ou então de aparato necessário. Podem até ter força de vontade, mas para combater a violência é preciso muito mais.
Mas o que é preciso fazer para que Guajará-Mirim deixe de ser refém constante desta avalanche diária de atentados, assaltos a mão armada nas ruas e nas residências, roubo de motos com lesões graves, estupros e outros delitos de maior ou menor magnitude que provocam na população um estado de temor e insegurança?
É mister colocar em realce que o crime e a violência nunca irão se extirpar, até porque fazem parte da psiquê humana desde os tempos de Caim e Abel. Mas é possível reduzir os índices da violência em uma sociedade com aumento dos índices de IDH, o qual depende de melhorias em Educação e geração de empregos para a juventude. O restante é com as forças policiais. E o restante são aqueles cujos genomas são marcados pela essência marginal. Aqueles para os quais não existem remédios nem soluções.
Como já foi falado, o trabalho da Polícia às vezes é muito difícil devido às limitações de recursos humanos e aparatos de tecnologia. O fenômeno da violência tem que ser tratado de forma conjunta com as instituições chamadas por Lei e Justiça, a fim de estabelecer os parâmetros básicos e urgentes que possam garantir ao cidadão de bem o legítimo direito à paz e a convivência social. Mas para que isto aconteça é preciso que se faça uma grande cruzada contra toda e qualquer ação passível de punição que atente contra as normas legais dispostas nos códigos penais.
A administração de uma justiça idônea, honesta e absoluta seria a única resposta válida para que se façam respeitar os direitos individuais, sociais e materiais do cidadão comum. Nessas circunstancias de contínuo risco e perigo, a sociedade civil reclama e exige de nossas forças policiais uma atuação mais efetiva para a proteção de seus direitos e garantias pessoais. Isto se faz necessário aqui e agora em Guajará-Mirim. Nossa cidade exige que se aplique os rigores da Lei para castigar e sancionar os autores, cúmplices, coniventes e acobertadores da comissão destes delitos.
Por fim mas não por último, é preciso que ocorra um novo contrato social entre Estado e sociedade em que exista uma real interação entre ambos e que se converta em um método de engenho potente eficaz para proteger e garantir o bem-estar da sociedade com responsabilidade e obrigações mútuas, onde a sociedade exija do Estado transparência, honradez e eficiência e o Estado requeira da sociedade o cumprimento das leis.
Mín. 24° Máx. 40°

