
A reviravolta, já que o santo Padre já afirmou anteriormente que não seria vice e nem disputaria o Senado, pode mostrar como o PT está esfacelado e brigando para não cair no ostracismo político em Rondônia.
Após rechaçar a possibilidade de aliança com o PMDB e reclamar de que lideranças peemedebistas estariam pressionando a direção nacional do PT para uma coligação entre os dois partidos em Rondônia, a exemplo do plano federal, Padre Ton e os petistas se aproximaram do grupo liderado por Cassol, histórico desafeto dos vermelhinhos no Estado.
No começo da semana, Padre Ton acompanhado dos avalistas de sua pré-candidatura, entre eles o ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho e a deputada estadual Epifânia Barbosa, estiveram com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e recebeu dele a confirmação de que não haveria imposição para aliança com o PMDB e a possibilidade de aliança teria sido definitivamente encerrada.
Os petistas aproveitaram para fazer uma visita ao gabinete do senador Cassol, quando a possibilidade de Ton sair ao Senado foi ventilada e parece que ganhou adesão dos companheiros.
“Apesar de ainda sustentar minha pretensão de ser governador, abro mão dela para concorrer ao Senado Federal, deixando para o grupo liderado pelo PR e o PP as vagas da disputa ao Executivo de Rondônia”, declarou o Padre Ton, por telefone, ao site Folha do Sul On Line, de Vilhena.
A vaga para concorrer a vice-governador não interessaria ao Santo Padre. “Pois este jamais foi meu projeto”, declarou.
Ele ainda acrescentou que o fim da conversa com o grupo do PMDB e o PDT se deve à “ambição dos dois partidos, que querem todas as vagas da disputa majoritária”. Indo além, o petista revelou que sequer foi oferecida vaga para suplência do Senador Acir Gurgacz. “Isto não é entendimento, mas imposição. O PT tem que manter seu tamanho e importância em Rondônia, e nossa obrigação é pelo menos não encolher”, argumentou.
Autor: Rondonoticias
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