
No início da década de 90 (91),após a tentativa de dotar Guajará-Mirim de instrumental capaz de alavancar o desenvolvimento do município mediante a adoção do “status” de zona franca de importação, o município assistiu, impotente, a cidade irmã,fronteiriça, transformar-se no algoz do esperado e milagroso comércio local .Ironicamente,a luz que se vislumbrava ao final do túnel resultou ser uma locomotiva vindo em sentido contrário.
Infrutífero o esforço, Guajarà Mirim aprofundou sua estagnação econômica,anos antes levado à bancarrota pelo declínio da sua principal atividade econômica-o extrativismo e, por via de consequência, pela perda de sua condição de polo comercial cujos efeitos se irradiavam por toda a região fronteiriça compreendendo os vales do rio Mamoré/Guapore, sustentado por um mercado consumidor de, a época, aproximadamente 300 mil pessoas.
A sugestão apresentada, agora já transformada em lei pelo Governador foi elaborada dentro dos bons princípios da boa técnica, em consonância com as potencialidades de comércio instalado e as características da fronteira local com suas necessidades.
Á eventuais descrenças quanto ao bom êxito deste projeto, mormente se invocado o fracasso da primeira tentativa de implantar uma Zona Franca em Guajará-Mirim, pesa um argumento sólido: o atual projeto foi encampado pelo Governo Federal e Estadual, ao contrário do primeiro que, embora editado pela Governo Federal, sofreu o boicote dos órgãos federais, mormente na área aduaneira do Ministério da Fazenda.
Na plêiade destes profissionais, uma figura se destaca: o empresário e investidor no município, Pessanha, a quem conheço pelo seu tirocínio e visão ampla e aguçada dos problemas e das possíveis alternativas para eles. Como uma formiga operária, incansável, contribui com sua crítica e seu trabalho em favor de soluções. Oxalá nossa cidade perceba a contribuição desse modesto personagem pelo grande potencial de trabalho que tem.
Bader Massud Jorge Badra
Ex-Prefeito de Guajará Mirim
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