Diversos moradores do bairro do Triângulo, o mais atingido pelas cheias do rio Mamoré na recente enchente que assolou o município e a região, continuam reclamando da falta de assistência dos órgãos responsáveis em dar a necessária assistência a essas pessoas atingidas pelas cheias.
Na manhã desta terça, 08, nossa reportagem ouviu a dona de casa Eunice Ramirez de Lima, de 59 anos, residente na Av. Princesa Isabel nº 362, que afirmou que desde o início da enchente e até a presente data, só recebeu uma única cesta básica e seis litros de água mineral. Apesar de ter sido cadastrada pela Defesa Civil – ou Prefeitura, ela não sabe – sente-se abandonada e não recebe qualquer benefício social, a exemplo do que ocorre com outros moradores do bairro.
O bairro do Triângulo foi o que maior volume d’água recebeu na última enchente. A destruição foi devastadora e, como se não bastasse a fúria da natureza, vândalos depredaram residências e roubaram peças como portas, janelas e telhas das casas.
O quadro atual do bairro mostra ainda muitas casas deterioradas e sem proprietários sem recursos para recuperá-las. O Poder Público se faz ausente e os moradores prejudicados perguntam para onde foi ou vai os recursos anunciados pelo Governo do Estado para atender os atingidos pelas cheias do Mamoré.
Segundo alguns moradores, são fatos dessa natureza que levam o povo a não mais acreditar na ação dos políticos e dos próprios governantes.
Fonte: Guajará Notícias
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