24°C 40°C
Guajará-Mirim, RO
Publicidade

GRÁVIDA E MARIDO VIVEM HÁ UM MÊS EM JAZIGO AO LADO DO TÚMULO DA FILHA

31/07/2014 às 15h16
Por: João Teixeira
Compartilhe:

Grávida e sem ter onde morar, Sandra da Silva, de 25 anos, encontrou abrigo no Cemitério Santa Cruz em Guajará-Mirim (RO), município a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho. Ela vive junto com o marido, Josiano Cavalcante, de 23 anos, em um jazigo. O casal já está no local há cerca de um mês. Segundo ela, a família, dona do mausoléu, registrou um boletim de ocorrência e pede a saída deles.

Tudo começou quando os dois foram visitar o túmulo da filha que morreu afogada num balde de água em outubro de 2013 e perceberam o jazigo aberto. Com a oportunidade, os dois decidiram fixar moradia ali mesmo porque já estavam há dois dias na vivendo na rua.

À época da morte da filha, eles moravam em um barco de uma empresa que faz o transporte de passageiros entre Guajará-Mirim e Surpresa, distrito do município onde moram os pais de Josiano. “Depois do que aconteceu com a nossa filha desanimamos de tudo. Eu rezo quando fico perto da bebê, porque ela está na paz”, revela Josiano. Os dois não falam sobre a morte da criança e também não explicam como moravam no barco e nem se trabalham para a empresa.

No jazigo invadido por eles, o casal dorme em um colchão no chão. “Em cima do defunto é desrespeito”, enfatiza Josiano que durante o dia sai para catar latinhas. Sandra fica cuidando da “casa” e tenta manter tudo limpo e organizado. Eles usam o túmulo para colocar enfeites. Como o cemitério tem água encanada, eles a usam para beber, lavar roupa e tomar banho. Com uma ferida na perna exposta a moscas, ela termina faxina diária e passa o restante do dia sentada num túmulo cuidando da sepultura de sua filha.

Ele diz que pretende ir para Tangará da Serra (MT), município onde vive a família de Sandra, mas não tem recursos para custear a viagem. “Quero voltar para Mato Grosso, mas as passagens estão cada vez mais caras”, lamenta ele. Sandra diz que saiu de lá há cerca de três anos e com o tempo, perdeu o contato

Sem ter feito nenhum exame médico, Sandra acredita que já esteja para completar nove meses de gestação. Ela afirma ter família no Mato Grosso e há cerca de três anos não fala com eles, por falta de condições. Os vizinhos do cemitério ajudam os dois e dizem que a família de Josiano já foi diversas vezes tentar tirar o casal de lá, mas eles se recusam a sair. Alguns vizinhos também afirmam que eles são usuários de droga, mas não incomodam ninguém.

A família dona do mausoléu pede a saída do casal, segundo Sandra. “Se vierem tirar a gente, nós vamos procurar outra sepultura para ficar”, afirma Josiano ressaltando que a Polícia Militar já esteve no local e pediu que eles deixassem a sepultura.

A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Ester Lopes, afirmou que desconhecia a situação do casal, mas garantiu ao G1 que irá tomar providências com urgência.

 

Fonte: G1/RO

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Guajará-Mirim, RO
30°
Tempo limpo

Mín. 24° Máx. 40°

29° Sensação
1.16km/h Vento
28% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h27 Nascer do sol
19h18 Pôr do sol
Qui 42° 23°
Sex 42° 23°
Sáb 40° 25°
Dom 41° 26°
Seg 43° 25°
Atualizado às 11h07
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,30%
Euro
R$ 6,01 +0,07%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 427,532,70 -0,27%
Ibovespa
175,069,31 pts 0.28%
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade