
Porto Velho, Rondônia: O Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, Carlos Alencar, foi o entrevistado do Programa A VOZ DO POVO, desta segunda feira, 04-08, apresentado se segunda a sexta feira, ao meio dia, pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, pela Rádio Cultura FM.
Alencar iniciou a entrevista fazendo uma análise da questão sócio politica eleitoral de Rondônia. “ Esta eleição não será diferente das anteriores, apesar de todo o aparato tecnológico de informação. O eleitor menos esclarecido, não tem ao seu alcance dados reais dos candidatos, para promover uma boa escolha.
Na opinião do presidente do SINJOR, os concorrentes vêm com uma ‘embalagem’ boa e acabam convencendo os eleitores, principalmente os mais simples.
De acordo com Carlos Alencar, as pessoas não se interessam em saber o que cada candidato fez ou faz durante a vida eleitoral e pregressa.
Alencar destacou o papel da imprensa como preponderante para o bom e pleno exercício da democracia. “O papel da imprensa é importantíssimo, mas hoje, ela está amarrada, e se ousar, está sujeita a pena de multas altíssimas”
Para Alencar hoje, em pleno efervescer do processo eleitoral, vive-se um clima de guerra surda nos bastidores, entre os candidatos e a própria mídia.
“Quando a imprensa dá informações aos eleitores que não estão do agrado dos candidatos, eles se cercam de um aparato de advogados que travam uma verdadeira guerra e o jornalista tem que recuar, devido as sanções pecuniárias que a lei estabelece, e isso atrapalha e muito o trabalho de bem informar”.
Sob a ótica do presidente do sindicato dos jornalistas, a imprensa tem orientado e muito a população, principalmente no período que antecedeu as candidaturas. Nós informamos, por exemplo, sobre a controvérsia do voto nulo. É um erro achar que o voto nulo é bom, às vezes até favorece o mais votado.
Sobre o fato das campanhas ainda não estarem efetivamente nas ruas, Alencar atribuiu ao evento da copa do mundo e a demora do judiciário no julgamento dos registros de candidaturas. “Depois que os julgamentos terminarem, será dada largada das campanhas”, assegurou.
A respeito da atuação dos organismos fiscalizadores das eleições, Carlos acha que essas Entidades até que têm feito um bom trabalho, mas que ainda estão aquém do que a sociedade espera. “Creio que dentro do possível, o trabalho vem sendo realizado, mas por falta de equipe, deixa ainda muito a desejar”.
Carlos Alencar voltou a reclamar de que a imprensa está amarrada, devido a dura legislação. “É um cerceamento que se impõe quando a imprensa é proibida de informar. Se a imprensa não tivesse tão amarrada, talvez os eleitores tivessem mais base para formar uma ideia certa de que cada candidato foi ou é capaz de fazer.
O presidente do SINJOR destacou durante a entrevista os escândalos que Rondônia viveu nos últimos tempos: “Nós temos hoje de uma mesma família em Rondônia, dois políticos presos. A soma dos valores que eles desviaram da assembleia é 70 milhões de reais. O pior é que um individuo desses fica preso seis meses preso e depois volta para casa. Isso, sem sombra de dúvidas, incentiva demais a corrupção. Neste caso o crime até compensa.
A respeito do problema crônico da saúde do Estado, Alencar se disse desesperançado de melhoras iminentes. “Eu não vejo, de verdade, um político, hoje, das candidaturas postas, que possa resolver a curto prazo esse problema em Rondônia”.
O líder dos jornalistas finalizou a entrevista destacando o papel desempenhado pela categoria em beneficio do povo rondoniense e definiu o o que é ser jornalista nos dias atuais: “Ser jornalista é ser um ponto de ligação das pessoas comuns com o poder público. Mas a liberdade do jornalista de expressar suas ideias à sociedade não pode e não deve ficar amarrada pela legislação e nem muito menos pela sanha de candidatos corruptos.
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