
*Aluizio da Silva
Aproxima-se o dia 05 de outubro. É domingo próximo. É nesse dia que o povo brasileiro vai escolher seus novos governantes.
O momento é de reflexão para que possamos fazer as escolhas corretas.
Os democratas dizem “todo o poder emana do povo”, mas o “teocratas” contestam: “toda a autoridades vem do alto”. Pois o afirmou Jesus a Pilatos: “Não terias esse poder se não fosse dado do alto”.
Deus quer que seu povo seja conduzido pelos próprios homens do povo tirados, e que conduzam esse povo, em primeiro lugar, eles, os chefes, os líderes, os administradores, sejam pessoas justas e corretas, de coração “aberto e reto, observadores dos Seus “decretos e preceitos”. Ser um homem justo é conformar-se com os preceitos do Senhor, que confia a um administrador o governo de tantas e tantas cidades. São Paulo, que tantos conflitos e encontro teve com as pessoas do governo, diz aos administradores: “se exige é que sejam fiéis”.
Esse comportamento de honestidade é indispensável para que o governante consiga uma administração satisfatória.. O próprio São Paulo, na carga aos discípulo Timóteo, faz essa advertência:...”Quem não sabe governar a própria casa, como governar o povo de Deus?”. Se entendemos por “própria casa” a vida pessoal, a família e todos os assuntos domésticos, a coisa se torna bem mais séria para quem tem a função de governar desde um simples time de futebol a nação enorme e difícil. E São Paulo se faz bem explícito: “O líder moral tem o dever de ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, modesto, hospitaleiro ...” E em outra ocasião dá uma explicação do porque de suas advertências...”nos últimos dias haverá tempos dificies. Os homens ficarão avarentos, vaidosos, soberbos, intrigantes, rebeldes aos pais, ingratos, ímpios, sem caridade, caluniadores, grosseiros, inimigos de todo o bem, traidores, atrevidos, amantes dos prazeres”.
De fato, nos últimos tempos nosso mundo social e político vem sendo sacudido por escândalos das mais baixas categorias sobre os quais maquiavélicos exploradores escrevem. É um desventurado sinal quando o grande público aplaude e sorve com sofridão essa propalada pornografia, calúnias, fofoquice e esboroamento dos valores que constituem a sociedade humana.
A corrupção não só nas finanças, mas mais que tudo na moral, impregnada nas novelas da Tv, o comportamento de homens de governo que parecem competirem com desavergonhada audácia, lembrando um bando de machões imaturos que competem para enfrentar a mais picante anedota ou a mais escandalosa história. A ridicularização invadiu a intimidade das famílias, dos indivíduos, o respeito das instituições. E quem não responder com gargalhadas num coro de insanos é careta, é antiquado. Essa selvagem atitude destrói valores e desencoraja os mais tenaz lutador do bem.
Mas felizmente, nem toda a platéia se contorce em gargalhada nesse triste espetáculo. Há algumas pessoas sensatas e de espírito mais perceptivo que tentam tapar essa “brecha moral”. Quem seriam? Os líderes políticos? Temo-los em demasia... mas falta liderança moral nos líderes políticos. Por isso, a brecha moral continua assustando: pessoas roubando sempre mais, as empresas trapaceando mais alto, as estatísticas de furos, roubos, desvios de dinheiro público sempre aumentando...
De fato, estamos muito mal quando nossos chefes e governantes não se portam segundo os preceitos de Deus e não administram nem suas vidas , como podem ser disciplinador, ordeiro e pacífico? Quando se ataca se ridiculariza a disciplina de si, a vida perde suas dimensões, torna-se monótona, sem sabor, frívola e sem valor, perde a imagem da altura e da pofundidade.
Reflitamos, pois, sobre as palavras de São Paulo em Efésios, 4, 23-32 e 5,13. É bom consultar.
*Administrador, Jornalista e Radialista – Membro Fundador da Academia Guajaramirense de Letras.
FONTE: Revista Rainha =- Publicação Mensal dos Padres Palotinos
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