É público e notório o descaso com a coisa pública em Guajará-Mirim nos últimos tempos. Locais que outrora foram importantes pontos turísticos da cidade e hoje encontram-se abandonados e entregues à própria sorte. É o caso do Balneário do Palheta.
Localizado na estrada de mesmo nome, logo na saída da cidade em direção ao Aeroporto de Guajará-Mirim, o Balneário do Palheta, cujo nome oficial dado pela Prefeitura de Guajará-Mirim no passado é Balneário Flávio Paes, já foi uma das maiores atrações turísticas e ponto de lazer da população.
Assiduamente freqüentado pela população, o local reuniu pessoas de considerada baixa renda, mas também pessoas de renome e fama, financeiramente bem. Aos finais de semana ali dezenas de pessoas se reuniam para tomar banhar e combater o forte calor que sempre dominou a cidade, especialmente na época de verão. Ali funcionavam bares, casas de diversão, música ao vivo e muita diversão, inclusive com famílias reunidas para brincar no local.
Hoje, o local continua abandonado. As últimas administrações municipais não deram atenção nem valor ao local, relegando-o ao esquecimento. A água, outrora limpa e pura, hoje é contaminada por dejetos e todo o tipo de sujeira que desce dos sítios e chácaras localizadas ao longo do território da Comara. Ainda assim, o local é freqüentado por pessoas. Não em grande número como quando há 10 anos atrás. Mas freqüentam e alguém ainda se atreve a pesca no leito do Igarapé do Palheta, famoso nas décadas passadas e freqüentado com assiduidade até o início dos anos 2.000.

O município conta com uma Secretaria Municipal de Meio Ambiente, cuja função constitucional é cuidar de assuntos dessa natureza. Contudo, não se vê nenhuma ação planejada e/ou executada na área do Palheta. O local precisa de uma limpeza urgente. Ademais, uma campanha deveria ser levada a efeito para recuperar o trecho do igarapé e limpar suas margens, sem contudo efetuar a erosão do local.
Salvem o Palheta. Enquanto há tempo!
Fonte: Guajará Notícias
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