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GENTE DA NOSSA TERRA: TODA UMA VIDA VIVENDO NA FLORESTA

22/12/2014 às 15h32
Por: João Teixeira
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Nascido na cidade de Costa Marques, no ano de 1960, o brasileiro José Ribamar Soares da Silva, mudou aos 10 anos de idade para viver ao longo das margens do famoso Rio Pacaás Novos, na área territorial do município de Guajará-Mirim.

Há cinco anos a família vive na localidade chamada de Margarida, no rio Pacaás   Novos. Lá tem uma escola da rede municipal de ensino e chama-se Escola João da Mata, onde estudam cerca de 10 crianças. O local sofre com  a falta de atendimento médico.

Casado, com filhos e netos, Riba, como é mais conhecido pela comunidade ribeirinha, vive em contato permanente com a natureza. Todo a família, em conjunto, trabalha no corte da seringa, que já foi bem mais valorizada, segundo Ribas, e hoje o quilo do produto é muito aquém do que deveria valor.

Eles também cortam castanha e plantam roças, de onde tiram a maior parte do material necessário ao sustento da família.

Na cidade de Guajará-Mirim, Ribas e a família ficam em uma pequena e rústica casa de madeira que fica localizada na Av. Princesa Isabel, no bairro do Triângulo. Eles foram atingidos pela histórica cheia que atingiu a região no início deste ano. Eles sofreram grandes prejuízos com a enchente do início deste ano, tanto no sítio, no Pacaás Novas, quanto aqui na cidade, em sua casa que também foi invadida pelas águas do Mamoré.

Antigamente chamados de seringueiros,  hoje esses brasileiro são chamados de Extrativistas, e são eles que guardam as nossas fronteiras e defende, nossa flora e fauna e, mesmo no anonimato, contribuem com uma importante parcela para manter o nosso meio ambiente equilibrado e longe da ameaça de extinção.

Riba diz que adora viver na mata, local onde viveu seus 50 anos de idade. Mas lamenta que o governo não apóie mais diretamente esses brasileiros que vivem isolados, nos confins das matas, sem assistência médica, social, e enfrentando todo e qualquer tipo de dificuldade para sua sob sobrevivência.

Reclama do pouco apoio dado pelo governo aos atingidos pela cheia do Mamoré e lamenta a burocracia e a demora para atender pessoas necessitadas em decorrência das enchentes.

 

Fonte:  Guajará Notícias

 

 

 

 

 

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