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Coronel Pimentel diz que Defesa Civil está trabalhando no pior cenário para a nova enchente em 2015

26/01/2015 às 10h44
Por: João Teixeira
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A menos de um ano após a maior cheia registrada em Guajará-Mirim (RO), município a 330 quilômetros de Porto Velho, moradores e comerciantes temem a possibilidade de uma nova enchente, nos próximos meses. De acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), na manhã desta quinta-feira (22), o Rio Mamoré alcançou a marca de 9.92 metros, vinte centímetros a menos que o mesmo período em 2014. 
No município, o rio ainda está dentro do curso normal, mas comerciantes que ficam próximo ao leito analisam diariamente o seu comportamento e temem sofrer como na cheia do ano passado, quando o rio transbordou e desabrigou mais de 850 famílias. O gerente comercial Valmir Royer, conta que em 2014 tiveram que fazer uma barreira de contenção da água na porta, mas a água entrou pelo esgoto. Todos os dias eram feitas limpezas e as vendas eram feitas de barco. 
“Quando a água chegou na calçada eu comecei a marcar em uma régua. Fizemos uma barragem para segurá-la e suspendemos o estoque para o andar de cima. Ficávamos na rua, na parte seca e quando alguém comprava alguma coisa, vínhamos buscar de barco”, explica Royer, que espera que a água “não suba muito este ano”. 
O morador de 79 anos conta que a enchente de 2014 foi algo que nunca tinha visto. “Ainda tem muita água pra cair e vinte centímetros de diferença para o ano passado é muito pouco. Moro aqui há 60 anos e nunca tinha visto uma cheia como a do ano passado. Tenho medo de como vai ser esse ano”, diz o aposentado Antônio Felício. 
Pensando em agir mais cedo que em 2014, quando a água entrou em seu estabelecimento comercial, Pedro Nogueira diz que vai ter que pagar aluguel. “Quando a água subir mais um pouco, vamos embora. Já até alugamos outro ponto, gastamos dinheiro, com medo da água subir”, afirma Pedro Nogueira, que pintou a fachada de sua loja com cor mais forte na altura da marca da água na parede. 
Segundo o Sipam, uma nova cheia deve acontecer, mas com proporções menores que a do ano anterior, quando mais de 30 mil famílias foram afetadas no estado, com o isolamento de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e até mesmo Acre, devido ao bloqueio da BR-364. Em Guajará, a Defesa Civil trabalhará junto com os bombeiros em caso de emergência. 




Fonte: Assessoria
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