A chuva torrencial que desabou sobre a cidade de Guajará-Mirim na noite de domingo (20), além de alagar bairros inteiros, invadiu casas de morada e comércios causando enormes prejuízos às pessoas afetadas pelo aguaceiro.
A comerciante Maria Auxiliadora, a Dora, proprietária da loja Brenda Confecções no Bairro Liberdade, foi uma das vítimas do vendaval que iniciou por volta das 21:30 horas e só foi se extinguir após a meia-noite.
Segundo Dora, como um tsunami, as águas pluviais invadiram sua garagem, adentraram sua casa pela porta dos fundos até atingir o comércio anexo na parte da frente. “Foi um Deus-nos-acuda. Tive que recorrer à ajuda de amigos, vizinhos e parentes que de maneira solidária se prontificaram a me socorrer naquele sufoco. Infelizmente não deu para conseguir salvar toda a mercadoria”, disse quase chorando a comerciante.
Entre calçados e confecções, Maria Auxiliadora contabilizou mais de 20 mil Reais de prejuízos. “Algumas mercadorias, se for possível aproveitar, voltarão para as prateleiras para venda em forma de queima de estoque, mas infelizmente a imensa maioria vai para a lixeira”. A comerciante também teve prejuízos em sua casa com móveis (estante, poltronas e caixas acústicas) que se estragaram com a passagem do dilúvio.
Em estado de total desânimo, a empresária está pensando em ir embora da cidade. “Poxa, a gente investe tanto na cidade, procura melhorar o visual da loja, faz promoções e promoções a fim de atrair a freguesia, mas na contramão a prefeitura nada faz pela gente. Basta olhar a frente do meu comércio. É água empoçada quase o ano inteiro, o que dificulta o acesso dos clientes. O mínimo que a prefeitura, através de sua Secretaria de Obras e Serviços poderia procurar fazer era sanear esta situação e construir um sistema de canalização destas águas paradas que, acima de tudo, é um caso de saúde pública”.
A comerciante pretende acionar o Ministério Publico com o objetivo de que providências cabíveis sejam tomadas.
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Autor: Fábio Marques
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