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ÁUDIO VAZADO: Jucá muda até expressão popular para justificar conversa com Machado

23/05/2016 às 18h16
Por: João Teixeira
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ÁUDIO VAZADO: Jucá muda até expressão popular para justificar conversa com Machado

Brasília: O ministro do Planejamento, Romero Jucá, teve dificuldade para explicar o conteúdo da conversa dele com o ex-presidente da estatal Transpetro Sérgio Machado, sobre ações para paralisar as investigações da Operação Lava Jato, a cargo da Polícia Federal. “Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria”, disse Jucá a Machado na gravação feita em março, antes da votação do impeachment no Congresso. Durante a coletiva realizada hoje (23), Jucá alegou que a frase está fora do contexto geral da conversa.

O ministro tentou dizer que a expressão “estancar a sangria”, citada por ele na conversa com Machado, referia-se às medidas para recuperar a economia. “Quando disse em estancar sangria não me referi à Lava Jato”. Falava sobre a economia do país, e entendia que o governo Dilma tinha se exaurido”, disse Jucá. E acrescentou: “Entendia que o governo Temer teria condição de construir outro eixo na política econômica e social para o país mudar de pauta”.

Na tentativa de se explicar, o ministro chegou a mudar o sentido da expressão “boi de piranha”, citada por ele na conversa com Sérgio Machado para sugerir que a Lava Jato condenaria alguém para livrar outros implicados no esquema de corrupção da Petrobras investigado pela PF. “Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem”, disse Jucá a Machado.

Aos jornalistas, Jucá disse que a expressão usada por ele foi para “pegar alguém que tem culpa no cartório e resolver”. “Boi de piranha que falei é alguém que vai pagar o preço, que tem culpa. Não pode pegar toda a classe política e comprometer por conta de quem tem culpa, macular a classe política não resolve o problema da crise no Brasil”, disse o ministro.

Aécio

Jucá também teve de explicar suas citações a senadores do PSDB. O ministro deu uma resposta evasiva sobre o tema, e lembrou que, na conversa, referia-se à Operação Mão Limpas, da Itália. Na conversa gravada por Machado e publicada pela Folha, Jucá diz que a Lava jato vai pegar toda a classe política. “Todo mundo na bandeja para ser comido”, disse Jucá. E Machado completa: “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio (Neves)”.

Ex-dirigente do PSDB antes de se transferir para o PMDB, Machado cita senadores tucanos e insinua que todos serão atingidos pelas investigações. “E o PSDB, não sei se caiu a ficha já”, provoca Machado. E Jucá responde: “Caiu. Todos eles. Aloysio (Nunes (PSDB-SP), (José) Serra (ministro das relações Exteriores), e Aécio (Neves), senador e presidente do PSDB”.

 

fonte: Congresso em Foco

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