Normalmente discreto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, adiantou ontem que o governo negocia com sindicalistas e lideranças de aposentados e pensionistas do INSS reajuste real (acima da inflação) que poderá ser igual ou muito próximo do previsto para o salário mínimo, de 8,9%. Em entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, Dulci disse que falta fechar uma fórmula, a exemplo da que determina a correção do mínimo variação da inflação pelo INPC, medida pelo IBGE, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Segundo Dulci, a situação atual da Previdência é vantajosa, se comparada à de três anos atrás. Não se pode fazer nenhuma coisa impensada. Mas podemos, com responsabilidade, pensar em um valor de reajuste real, completou, reforçando o que dissera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira. Ainda não há acordo, e o índice poderá ser concedido segundo as faixas de renda da folha do INSS.
Hoje, são dois reajustes diferentes: para quem ganha o piso e para benefícios que estão acima desse valor. Para os primeiros, está definido reajuste de 8,9%, já estipulado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A correção para o segundo grupo seria pelo INPC, com projeção inferior a 4%.
O ministro, tido como bom negociador entre as centrais sindicais e a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), lembrou que, assim como o governo, há deputados e senadores com grande interesse no tema. O índice deve ser anunciado no dia 3 de agosto.
A negociação de aumento maior é uma antiga reivindicações de aposentados e pensionistas e vem sendo colocada na mesa pelo governo como alternativa a projetos de lei que tramitam na Câmara sobre o fim do fator previdenciário, reajuste único no INSS e recuperação do poder de compra dos segurados em cinco anos.
rondonoticias.com
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.