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Exército atua em estados do Sul para combater a nova gripe

A preocupação com a nova gripe lota hospitais públicos e particulares nos estados mais atingidos. No

18/07/2009 às 13h26
Por: João Teixeira
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Em São Paulo a espera por atendimento já passa de quatro horas.

Vai e vem de pessoas com máscaras. Gente com tosse e febre e uma espera de até quatro horas para o atendimento. Foi a madrugada desta sexta-feira nos hospitais públicos e particulares de São Paulo.

A procura pelo Hospital Emilio Ribas, referencia em infectologia, aumentou cinco vezes no último mês. Resultado, lotação. Elizabete, com pedido de exame para confirmar a nova gripe nas mãos, não conseguiu ser atendida.

“O atendimento vai ser só às sete horas da manha, eu não vou poder ficar esperando com pneumonia, então eu estou indo embora sem atendimento e sem a sorologia”, diz Elilzabeth Guimarães, corretora.

A pior situação está no município de Osasco, na região metropolitana. A cidade tem dezoito casos confirmados, 79 suspeitos e duas mortes.

“Nós resolvemos, com o apoio do exército, fazer um esforço para montar uma espécie de central de triagem, tendas, com equipamentos, com médicos, para que pacientes com essa indicação sejam inicialmente triados ali”, comenta

Nova gripe
Brasil
1175 casos
11 mortes

SP - 55 casos
Rio Grande do Sul - 7 mortes
Fonte - Ministério da Saúde

São Paulo é o estado com maior número de casos, 55%. Mas o Rio Grande do Sul registra o maior número de mortes. Sete das onze em todo o país.

Homens do exército vão atuar, a partir de segunda-feira, nos três estados do sul. Por 90 dias, eles vão controlar e dar informações a viajantes em 34 cidades de fronteira de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul. Equipes do Ministério da Saúde também vão reforçar o atendimento no estado.

A secretaria da Saúde estima que existam mais de mil casos da doença. “Criamos toda uma rede de leitos perto da fronteira, em hospitais próximos da fronteira, de leitos só para quarentena”, declara Osmar Terra, secretário de Saúde - RS

No Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, o atendimento aos casos suspeitos é feito em barracas. No Rio Grande do Sul 450 postos de saúde estão funcionando ate às dez horas da noite para atender a população.



Fonte: G1
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