
O jornalista e carnavalesco Sílvio Santos, o Zé Katraca, foi entrevistado pelo jornalista Arimar Souza de Sá, para falar sobre a banda do Vai Quem Quer e sobre o estado de saúde do general da banda, Manuel da Costa Mendonça, o Manelão, de 62 anos.
Durante a entrevista, Zé Katraca foi informado da morte do general da Banda. “Nós não perdemos Manelão, deixamos de tê-lo aqui conosco em vida. Mas vamos pensar no Manelão da Banda, no cara alegre, feliz, amigo, parceiro e que levou o nome de Rondônia para todo o Brasil, com a criação da Banda. Quero ficar com a imagem do folião, do amigo, do irmão”, disse o Zé, com a voz embargada.
Segundo ele, “Manelão era meu irmão, éramos ‘carne e unha’, brigávamos, chorávamos, sorríamos. Sempre juntos. Ele era da minha casa, mexia nas minhas panelas. É um baque muito grande e não sei se vou agüentar subir ao trio para dar a largada da Banda no sábado.
Zé Katraca disse ainda que “sabíamos que era irreversível. Hoje, não teve nenhuma evolução em seu quadro e ele continuava em estado gravíssimo. Os médicos não deram esperança”.
Em homenagem ao general, a programação da Banda do Vai Quem Quer está mantida. “Está tudo pronto. A concentração será a partir do meio-dia na praça das Caixas D’ Água. Chovendo ou fazendo sol, a Banda vai ás ruas. E chovendo é muito melhor. As camisetas continuam a venda, ao preço de R$ 35,00”, declarou Sílvio.
Ele informou que serão três trios grandes elétricos puxando a Banda e ainda tem a rádio do poste e a rádio da Banda. “A família do Manelão está toda unida, integrada. O desejo do Manelão é o desfile da Banda. Ele conversou comigo e o Tatá (fundação Iaripuna) e pediu que se algo acontecesse com ele, que a Banda fosse à avenida. Manelão sentia problemas. Ele precisava fazer pontes de safena e mamárias, mas não fez. E isso agravou a sua saúde. Manelão era um menino teimoso, não seguia a orientação médica e isso prejudicou a sua saúde”, completou.
Zé Katraca declarou que “conheço o Manelão desde 1964, quando ele chegou e foi estudar no Senai, como mecânico de manutenção. Ele era abridor de cofres. Sempre foi envolvido com carnaval. O Zé Katraca foi um nome que surgiu do bloco “Zé Atraca”, que fizemos juntos, além de tantos outros blocos, a Escola de Samba Pobres do Caiari.O Manelão foi rei Momo de vários carnavais e comandava a Banda desde a sua fundação, em 1981”.
Fonte: rondonoticias
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