As denúncias de perseguição nos quadros da Segurança Pública em Rondônia continuam em praticamente todas as delegacias de Porto Velho e são agora somadas a decisões absurdas tomadas pelo comando da própria instituição. Policiais de três delegacias especializadas da Capital relataram ao RONDONIAGORA que a situação pode desencadear crise sem precedentes.
Os problemas na cúpula da Polícia Civil começaram com o Governo Confúcio, que conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa Lei que permitia que o chefe da instituição poderia ser de qualquer classe da carreira de delegados. Assim os profissionais antigos foram afastados. Há relatos não confirmados por exemplo, que setores importantes, como o DI (informação) estão nas mãos de policiais contratados há pouco tempo.
A situação começou a se complicar mais ainda com novas determinações: agora há uma cota especifica de armamento, munição e até água mineral para as delegacias. Se a munição e água acabarem antes do final do mês os agentes terão que se virar. E o que é vem acontecendo, por exemplo, na Delegacia de Homicídios, onde os policiais estão bebendo água de torneiras.
Na última terça-feira, um novo ato do secretário Marcelo Nascimento Bessa promete complicar ainda mais a vida dos policiais: ele determinou a suspensão dos pagamentos de licença prêmio e licença especial durante o ano e determinou que os servidores que tiverem esse direito deverão gozar a respectiva licença, mas ainda ficam submetidos ao que o chefe da unidade de lotação definir.
Fonte: RONDONIAGORA
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