
O grave perigo de acidentes trágicos nas pontes da BR-425, que liga os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré à capital do estado, segue causando enorme medo aos condutores e passageiros que utilizam a rodovia denominada Engenheiro Isaac Bennesby. Após o Jornal Eletrônico Guajará Notíciashttps://guajaranoticias.com.br/noticia/31814/ponte-do-araras-em-situacao-precaria-oference-grandes-riscos-aos-condutores-de-veiculos fazer as denúncias e mostrar a situação de calamidade das pontes centenárias, o DNIT prometeu que as obras de recuperação das pontes seriam iniciadas esta semana. Até este momento, porém, nada foi feito e nenhum trabalhador do órgão foi visto nos locais das pontes.
Construídas na época da inauguração da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, há cerca de 120 anos, as pontes de Ribeirão e Araras, distritos de Nova Mamoré, estão em estado crítico e oferecem alto grau de perigo aos condutores que trafegam na rodovia BR-425. Imagens produzidas por taxistas, caminhoneiros e outros motoristas mostram a realidade e o descaso. Na semana passada, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prometeu que os trabalhos de recuperação seriam iniciados esta semana, mas os perigos e o descaso continuam os mesmos, e a sensação de medo aumenta a cada dia. Como a estrutura de rolamento da ponte é feita de madeira, não existe nenhuma condição para que a manutenção seja feita após vários meses. As madeiras se soltam e os riscos de desabamento de veículos são enormes. Não dá para aceitar a situação e a possibilidade real de deixar isolados os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, região histórica do estado de Rondônia.
O contraditório em tudo isso é que ao lado das pontes em estado de completa destruição estão as obras paradas das novas pontes de concretos cujas obras começaram há 20 ou 30 anos e até hoje não foram construídas, mas que já serviram inúmeras vezes de motivo de discursos de políticos em períodos eleitorais. Na semana passada, quando o DNIT anunciou que começaria a recuperação das velhas pontes, construídas pelos ingleses que atuaram na construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, os representantes do órgão informaram também que as pontes de concretos devem ser concluídas e entregues no próximo ano. O problema é que esta não é a primeira vez que esse tipo de promessa é feita aos condutores de caminhões, táxis, ônibus, veículos de passeio e outros que necessitam da rodovia para ganhar o pão de cada dia, ou mesmo para passeio com a família, o que também é um direito sagrado.


Fotos atualizadas nesta quinta-feira, 30/11/2023
O DNIT precisa entender, de uma vez por todas, que a troca de pranchas de madeira, a cada vez que as pontes estão caindo, não resolve os problemas da população da região e de outros locais que precisam da BR-425. Esse descaso representa o perigo de acidentes de gravíssimas proporções e o constante medo que muitas pessoas sentem diariamente ao passarem pelo local. É lamentável que lugares como as margens dos rios de Rondônia, que deveriam servir como atrativos turístico, em função das belezas naturais, sejam motivo de medo, apreensão e indignação de milhares de pessoas que pagam seus impostos em dia e sofrem com tanto descaso.
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