
Na tarde de hoje (27) o reitor da UNIR José Januário de Oliveira Amaral veio a Guajará-Mirim para tentar uma negociação com os manifestantes. Inicialmente, ele recebeu uma pauta de reivindicações, que continha vários itens: contratação de professores, segurança e pessoal administrativo; aquisição de novas carteiras, iluminação pública, ampliação do acervo bibliográfico da biblioteca, ampliação do espaço físico do campus, rampas de acesso as salas de aulas, além de outras reivindicações.
O reitor tentou conversar com uma comissão representativa dos docentes para discutir a pauta, mas não houve acordo. Os manifestantes exigiram que o reitor falasse na presença de todos. Depois de quase duas horas de espera, finalmente o reitor decidiu conversar com os alunos, na tentativa de construir uma negociação com o objetivo de acabar com o movimento grevista.
Durante o pronunciamento do reitor Januário Amaral, os alunos fizeram várias perguntas e as respostas quase sempre foram protestadas. Os manifestantes disseram que estão cansados de promessas, que não se cumprem e decidiram a exemplo de outros campi, radicalizar. Eles exigem o afastamento imediato do Reitor José Januário de Oliveira Amaral, através de uma campanha denominada: “Fora Januário”. Eles querem a instalação de uma Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) para realizar uma devassa nas contas da UNIR.
De acordo com a acadêmica Betânia, do 2º Período de Pedagogia, a vinda do reitor a Guajará-Mirim não passou de uma grande farsa, porque não foram apresentadas propostas concretas, apenas promessas.
A acadêmica do Curso de Psicologia da Unir de Porto Velho, Talita Soares, que faz parte do comando de greve, esteve no campus de Guajará-Mirim, juntamente com outro aluno do curso de Medicina. Eles vieram acompanhar o movimento grevista no município. Ela considerou que o movimento está forte e que agora os alunos estão se unindo por uma causa única que é o “fora reitor”.
O reitor Januário Amaral lamentou a falta de negociação com os alunos e disse que o movimento grevista tomou um novo rumo. “Os acadêmicos não querem resolver os problemas da universidade. Eles querem tirar o reitor da universidade, desvirtuando todo e qualquer movimento inicial”, disse Januário.
A declaração do Reitor Januário Amaral em diversos canais de televisão e rádio, transferindo toda a responsabilidade para o MEC e o anúncio de que a UNIR não oferecerá vagas no próximo ano, por conta das obras paradas, irritou ainda mais os grevistas e a comunidade em geral. Os alunos querem que o reitor seja afastado e que a vice-reitora, Professora Cristina, assuma o cargo.
Fonte: Guajaranoticias
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