Antonio Cosmo de Oliveira, de 31 anos, Professor e Vice-Diretor da Escola Coronel Jorge Teixeira de Oliveira em Nova Mamoré foi visto pela última vez, no início da noite de Sexta-Feira, dia 11 de Setembro/2009 e desde então o seu aparelho celular não atendia.
A família relatou na Delegacia de Polícia, que o Professor Antônio Cosmo era muito dedicado ao trabalho e nunca faltou ao serviço, mas havia desaparecido misteriosamente, sem deixar nenhuma informação pra família e nem no local onde trabalhava.
Daí então, as Polícias de Nova Mamoré e Guajará-Mirim passaram a investigar o caso para tentar desvendar o desaparecimento do professor, que segundo a família, era homossexual.
O suposto companheiro do professor era o vigilante de nome Júnior Ribeiro Pereira, de 39 anos, que morava sozinho, no bairro João Francisco Clímaco em Nova Mamoré. Para a Polícia, ele passou a ser o principal suspeito pelo desaparecimento do Professor.
Depois de nove dias de intensas investigações da Polícia Civil de Nova Mamoré, que contou com o apoio da Polícia Civil de Guajará-Mirim, da Polícia Militar e do GIC, o desaparecimento do professor foi desvendado ontem,19, por volta das 19:30 horas.
O Delegado de Policia Civil Dr. Loubivar de Castro, juntamente com uma equipe de Policiais foi até a residência de Júnior e pediu para ir até aos fundos do terreno. Após ser interrogado, se o professor estaria enterrado naquele local, Júnior ficou nervoso e confessou que sim, e ainda contou detalhes do crime. Ele disse que no dia 11/09, por volta das 19:00 horas, o professor Antônio Cosmo foi até a sua residência e após uma discussão, Júnior disse que iria terminar o relacionamento amoroso. O professor, inconformado com a decisão de Júnior, teria dito que iria matá-lo, bem como a sua genitora.
Naquele momento, Júnior ficou transtornado com a ameaça e agarrou no pescoço do professor e estrangulou o mesmo. Depois que ele caiu ao solo, Júnior pegou uma corda e concluiu o drástico homicídio.
Júnior pegou o corpo e jogou numa fossa que fica nos fundos de sua residência e o enterrou; depois saiu para beber com amigos.
Hoje, 20/09, uma equipe de policiais civis composta de: agentes de polícia, peritos de Porto Velho, Nova Mamoré e de Guajará-Mirim, Delegado de Polícia Civil de Nova Mamoré, Dr. Loubivar de Castro e Delegado Regional de Polícia Civil de Guajará-Mirim Dr. José Marcos Rodrigues Farias, além de uma equipe do Corpo de Bombeiros estiveram no local onde o corpo do professor havia sido enterrado. As escavações foram feitas, no local indicado por Júnior, e o corpo do professor estava lá, o qual foi retirado para necropsia.
Confira a transcrição da entrevista que o Delegado de Polícia de Nova Mamoré Dr. Loubivar de Castro, deu ao repórter João Teixeira.
Infelizmente, o corpo do professor foi encontrado sem vida, nove dias depois do desaparecimento dele, corpo esse que estava enterrado numa fossa abandonada no fundo da residência do vigilante, Júnior Ribeiro Pereira, o qual tinha um relacionamento afetivo com o professor há mais de ano, e que acabou cometendo essa monstruosidade, essa tragédia.
O Júnior, companheiro do professor, desde o primeiro momento foi pra nós a pessoa mais suspeita, todavia, ele apresentava álibi muito forte. Para se ter uma idéia, por cinco vezes meus policiais estiveram com ele, perguntando o que ele havia feito a partir das 18 horas de Sexta-Feira, dia 11/09, e ele detalhava minuto por minuto, dizendo o que tinha feito e com quem havia estado. Por quatro vezes os policiais, percorreram o itinerário descrito pelo vigilante e aparentemente não havia nada que entrasse em contradição com ele. Somente na quinta vez, é que os policiais puderam constatar que Júnior não tinha uma explicação plausível para que ele havia feito entre 18h40min e 19h15min da sexta-feira, 11/09. Ele apenas dizia que havia estado na residência dele, tomando um banho e logo saído para beber com os amigos.
Esse era o único momento, que ele não tinha ninguém próximo; quando constamos isso, fomos novamente até ele, e eu pedi para que ele nos acompanhasse até ao fundo da residência dele. Ele estava em frente a residência dos pais e pediu para colocar uma camisa e já neste momento, nós percebemos a respiração ofegante dele e um semblante totalmente de derrota; naquele momento passamos a confirmar as nossas convicções que ele realmente era o autor do homicídio, do qual o professor foi vítima. Levamos, Júnior até o fundo da residência dele, numa fossa abandonada e eu disse: Júnior, o que aconteceu, aconteceu, não há mais como voltar no tempo, o professor era uma pessoa querida por você. Tenho certeza que você está sentido com tudo isso.
E fiz a seguinte pergunta ao Júnior: o corpo do professor está enterrado aqui? O júnior ficou paralisado e fez um movimento afirmativo com a cabeça. Em seguida, o levamos para a Delegacia, onde ele pôde confessar com detalhes o que realmente aconteceu. Ele disse que por volta das 19:00 horas do dia 11/09, o professor chegou na casa dele e começaram uma discussão, onde o Júnior dizia que não queria mais manter o relacionamento e o professor disse que se ele terminasse o relacionamento contrataria alguém para matá-lo, bem como sua mãe. E por conta disso, Júnior perdeu o controle da situação e com as mãos estrangulou o professor e depois que ele caiu ao solo, Junior pegou uma corda de nylon e acabou de efetivar a ceifação da vida do professor. Depois pegou o corpo e jogo numa fossa abandonada no fundo da casa dele e o enterrou. Imediatamente, comprou um litro de pinga e foi beber com os amigos, como se nada tivesse acontecido.
Fonte: Guajaraemcimadanoticia
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