Além do tráfico de drogas, são investigados os crimes de formação de quadrilha armada, peculato, tráfico de influências, falsificação de documentos e fraudes em empresas de cartões de crédito. De acordo com a polícia, pessoas recrutadas forneciam dados pessoais para a realização de contratos junto às instituições financeiras, explicou o delegado Francisco Borges. A fraude acontecia no suposto pagamento das faturas, entretanto a polícia não divulgou detalhes de como esta operação era realizada.
Era com o capital levantado por meio das atividades ilícitas que a quadrilha financiava campanhas políticas de candidatos no estado. “Um candidato com chances de ganhar uma eleição recebia este financiamento para a campanha e, em troca, ao se eleger, ele nomeava para cargos públicos pessoas indicadas pela quadrilha”, explica o delegado Laiola.
Entre os deputados da Assembleia que são investigados por participação do esquema estão o presidente da casa, Hermínio Coelho, Ana da 8, Adriano Boiadeiro, Cláudio Carvalho e Jean Oliveira, que tiveram a suspensão da função parlamentar por 15 dias e proibição de se aproximarem do órgão. O filho de Hermínio Coelho, Roberto Rivelino Guedes, foi preso no início da manhã desta quinta.
Documentos apreendidos por agentes civis
chegam à DEAAI (Foto: Taísa Arruda/G1)
Os vereadores Marcelo Reis (PV), Eduardo Carlos Rodrigues e Jair de Figueiredo Montes (PTC), apontado como suposto chefe do esquema, ao lado de José Fernandes, o 'Fernando da Gata', preso na manhã desta quinta-feira (4) em Natal.
Entre os empresários presos envolvidos está Thales Prudêncio Paulista de Lima, dono de uma concessionária de carros, que teve a prisão preventiva decretada por ser suspeito de lavagem de dinheiro, e que foi flagranteado pelos policiais por porte ilegal de arma.
As investigações foram iniciadas pela Polícia Civil no final de 2011. De lá para cá, mais de 70 mil ligações telefônicas foram interceptadas. Cruzamento de dados fiscais, monitoramento, filmagens, entre outras provas, levaram a polícia a identificação de 98 suspeitos, que levantou, no período de um ano, cerca de R$ 33 milhões em imóveis, veículos e empresas.
Estão sendo cumpridas 229 medidas cautelares entre mandados de busca a apreensão, prisões preventivas e indisponibilidade de bens. A Operação Apocalipse foi deflagrada em Rondônia e nos estados de São Paulo, Rio Grande do Norte, Amazonas, Acre, Mato Grosso, Ceará e Distrito Federal. Em Rondônia, as ações foram realizadas em Porto Velho, Nova Mamoré, Guajará-Mirim e Ji-Paraná.
Fonte: G1/RO
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