Cerca de 200 famílias que integram o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, ocuparam na manhã deste domingo, 21, uma área de terra localizada na BR-425, em frente ao Campus da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, na saída da cidade.
Segundo informações de pessoas ligadas ao movimento, as terras pertencem à Prefeitura Municipal de Guajará-Mirim e estaria destinada à construção do novo cemitério da cidade. A área, segundo informações, corresponde a mais ou menos 25 mil metros quadrados, mas essas informações não são oficiais e, portanto, carecem de confirmação.
Há pouco mais de dois meses uma multidão invadiu uma área de terra localizada no Bairro Santo Antônio e até o momento nada foi definido sobre a situação da área, ou seja, se os invasores permanecerão ou não na área, se as negociações com o proprietário da área avançaram ou estão estagnadas, quanto deverão pagar por cada terreno e como deverá ser feito esse pagamento. O certo é que as pessoas permanecem na área invadida e aguardam uma definição acerca do fato.
Agora, um novo grupo de sem teto invade uma área de terra na saída da cidade. É mais um problema social a ser enfrentado pela administração do Dr.Dúlcio da Silva Mendes, principalmente se a área pertencer mesmo à municipalidade e estava reservada à construção do novo cemitério da cidade.
Como sempre ocorre em invasões de terras, muitas pessoas aproveitam para tirar benefícios políticos e incentivam pessoas simples, ingênuas e honestas a aderir o movimento. Outras, já com terrenos e casas em seus nomes, invadem para ganhar mais e aumentar seus patrimônios. São os chamados “profissionais de invasão”. Muitos vão até o local da invasão de carros ou motos, demonstrando que não são tão necessitados assim como parecem querer ser com a finalidade de sensibilizar as autoridades.
Com a proximidade das eleições de 2014, a previsão é que aumente consideravelmente a “indústria da invasão” na cidade. As autoridades devem estar atentas para coibir eventuais exageros por parte desses “necessitados de um teto para morar”.
Autor: Aluizio da Silva
Fonte: Guajará Notícias
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