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Morte de Seis índios e 17 feridos em acidente na BR 425. Tragédia que não serviu de liçaõ.

A nossa reportagem flagrou um caminhão transportando vários índios na carroceria, o que não é permit

08/07/2009 às 00h13
Por: João Teixeira
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A nossa reportagem flagrou um caminhão transportando vários índios na carroceria, o que não é permitido pelo Código Nacional de Trânsito. As autoridades responsáveis pelos índigenas devem ter memória curta. Há pouco mais de três anos uma tragédia sem precedente ocorreu na BR 425. Um caminhão transportando dezenas de índios capotou e deixou vários mortos e feridos. Vamos relembrar o triste episódio.

Seis índios morreram e 17 ficaram feridos na madrugada do dia 25/01/2006 em um acidente na BR-425, próximo a Guajará-Mirim. Eles viajavam na carroceria de um caminhão carregado com castanhas que tombou na estrada, a cerca de 3 km da entrada da cidade. Entre os mortos havia dois bebês.

A Polícia Militar diz que as causas do acidente ainda estão sendo apuradas. As hipóteses mais prováveis são as de que o motorista tenha dormido no volante ou tentado desviar de um animal que atravessava a pista. Segundo a polícia, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas.

De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), 25 índios viajavam no caminhão. Dois estavam na cabine, com o motorista, e 23 iam na carroceria --prática comum na região, mas proibida pelo Código Nacional de Trânsito.

Segundo a Funai, o caminhão foi alugado pelos índios para transportar a produção de castanhas da aldeia Ribeirão até Guajará-Mirim, onde o produto seria vendido.

De acordo com Lúcia Carneiro, chefe da Casa do Índio, morreram dois homens de 60 e 20 anos, duas mulheres de 56 e 23 anos, uma menina de 10 meses e um menino de 8 meses. Um dos homens chegou a receber atendimento médico, mas morreu no hospital.

Os 17 feridos foram atendidos no Hospital Regional de Guajará-Mirim. Quatro foram encaminhados para Porto Velho, dois deles com risco de morte. Sete foram internados em Guajará-Mirim, entre eles uma menina de nove anos. Os demais foram medicados e liberados.

A Funai diz que os 25 índios eram da etnia pacaas novos, mas moravam em três aldeias diferentes: Sagarana, Lage Velho e Ribeirão, todas na região de Guajará-Mirim. Os índios alugaram o caminhão porque o deles estava quebrado. O motorista, segundo a Funai, não era índio.


Fotos: João Teixeira



Guajaraemcimadanoticia - Roberto Nunes
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