A professora Olívia Cabixi, de 36 anos de idade, da etnia Cabixi, que leciona na Escola Waldemar Cabixi, na localidade de Pedreiras, no rio Pacaás Novos, área ribeirinha de Guajará-Mirim, fez hoje, 04, um apelo dramático no sentido de que se faça justiça no caso do assassinato de seu filho ocorrido há 30 dias.
A professora disse que seu filho Jessé Cabixi Wajuru, de 23 anos, foi morto pelo também índio Maurino Oro Não, e deixou 3 filhos pequenos. Salienta que a Funai local não tem dado apoio a ela na sua luta por justiça e diz que o autor do crime é irmão do Chefe do órgão em Guajará-Mirim, Joel Oro Não e que por isso ele não adota as medidas necessárias para o caso. Cita, por exemplo, que até hoje a Funai não mandou buscar a arma do crime na localidade. Da mesma forma, até a polícia não foi ao local para realizar os trabalhos periciais.
Olivia Cabixi disse que nenhum órgão a ajuda e que somente a Polícia Militar Ambiental a tem ajudado. Quanto aos dois vereadores indígenas, ela disse que nenhum deles lhe ofereceu qualquer tipo de ajuda.
O crime que tem revoltado a professora Olivia Cabixi ocorreu no dia 30 de agosto deste ano na Aldeia Cristo Rei, no rio Pacaás Novos, e aconteceu entre a aldeia e o São Luiz. Segundo ela, seu filho foi morto com tiros na testa, de uma arma (espingarda) calibre 22.
Ela disse que a prisão do assassino é provisória, somente por 30 dias, e que vence na próxima segunda feira, dia 7. Teme que ele seja solto e a justiça não seja feita, pois a Funai, que deveria agir com maior ênfase, não dá a necessária atenção ao caso pelo fato do assassino ser irmão do chefe do órgão em Guajará-Mirim.
“Só quero justiça e não desejo que nenhuma mãe, indígena ou não, passe pelo sofrimento que estou passando. Temo que o assassino seja solto e não pague pelo bárbaro crime cometido, pois nunca mais terei meu filho de volta. Pelo amor de Deus, quero justiça”, concluiu a mãe que tem sofrido muito com a perda do filho na flor da idade.
Autor: Aluizio da Silva
Fonte: Guajará Notícias
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