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Antecipação da usina de Jirau só será definida após desvio do rio

Depois de ter suas obras paralisadas por 45 dias neste ano, a concessionária Energia Sustentável do

24/10/2009 às 23h57
Por: João Teixeira
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Depois de ter suas obras paralisadas por 45 dias neste ano, a concessionária Energia Sustentável do Brasil, que constrói a hidrelétrica de Jirau no rio Madeira, está prudente quanto à formalização de um pedido de antecipação do cronograma para a entrada em operação da usina. O presidente da concessionária, Victor Paranhos, diz que em termos de engenharia é totalmente possível adiantar a geração dos primeiros megawatts, mas o receio de que novas paralisações possam atrasar a obra vão levar a concessionária a formalizar qualquer pedido na Aneel somente depois de feito o desvio do rio.

O desvio do rio é um dos maiores marcos em uma obra de hidrelétrica. E também é uma das partes mais delicadas e que, no caso da usina de Jirau, precisa necessariamente ser feita no período de seca do rio. Isso porque as forças das águas do Madeira, na época de cheias, não permitiriam o desvio do curso das águas. E o parâmetro vem justamente da fase inicial da obra, em que as primeiras ensecadeiras (que diminuem a largura do rio) foram construídas no período das cheias e já foi difícil conseguir fechá-las em função da força do rio. "Dessa forma, só poderemos ter certeza de que será possível a antecipação para início de 2012 se fizermos o desvio do rio no primeiro semestre de 2011", disse Paranhos.

Pelo contrato assinado com o governo federal, a entrega está prevista para janeiro de 2013. A antecipação, entretanto, é um dos pontos fundamentais para a taxa interna de retorno do empreendimento. Esse era, inclusive, um dos pontos fundamentais para o preço de menos de R$ 72 o Mwh que foi a proposta vencedora.

As obras foram paralisadas em diferentes períodos desde que começou a ser construída, no fim do ano passado. Foram ações judiciais do Ministério Público, demora da publicação da licença de instalação e até greve de funcionários. Agora a usina sofre uma nova ameaça de paralisação, com o pedido feito pelos deputados de Rondônia ao governo do Estado. Por enquanto, a concessionária tem conseguido negociar e apresentar ao governo o plano que foi traçado para a conclusão da usina.

Apesar do atraso, as obras continuam a todo vapor e no mais tardar segunda-feira uma nova tranche do financiamento do BNDES será liberada, no valor de R$ 600 milhões. Até agora o banco já liberou R$ 900 milhões e os sócios colocaram outros R$ 900 milhões de capital próprio. O investimento total, corrigido, será de R$ 9,5 bilhões. Os contratos com todos os fornecedores ficou por volta de R$ 8 bilhões, segundo Paranhos.



Valor Econômico
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