
Pela Avenida XV de Novembro na manhã desta sexta-feira (8) passaram cerca de quarenta manifestantes que reivindicavam melhorias ao município e exigência providências ao prefeito municipal.
Após a realização de uma reunião ocorrida na sexta-feira (1º), na Câmara de Vereadores, com a participação de lideranças comunitárias, representantes de associações e entidades, bem como parte da população optaram na realização do manifesto que iniciou às 10h com concentração nas proximidades da rotatória, principal avenida da cidade. Os manifestantes seguiram em carros, motocicletas e bicicletas pela via onde em frente ao Palácio Pérola do Mamoré manifestavam suas reivindicações. O prefeito Dúlcio Mendes recebeu em seu gabinete uma comitiva de manifestantes que além de cobrarem o Plano de Governo apresentado pelo atual prefeito durante campanha eleitoral, enfatizaram os problemas vividos pela comunidade na área da saúde e educação. Citaram também a falta de iluminação e asfalto nas vias públicas. Secretários, diretores e assessores do município estiveram também participando da reunião.
O prefeito Dúlcio explicou os problemas que assolam a sua gestão e as dificuldades encontradas para a solução das reivindicações apresentadas, se comprometendo com os representantes em atender as reivindicações. Os coordenadores do movimento se comprometeram em apresentar uma pauta de reivindicações para o Poder Executivo.
Embora com um número reduzido de manifestantes, uma moradora do bairro Liberdade que prefere não se identificar disse: “Se nosso voto não vale nada, então vamos radicalizar. Para que um título de eleitor se nosso voto não vale mais nada nessa cidade, não há uma saúde digna e a educação só deixa a desejar”.
O secretário geral da Associação Beneficente Madeira Mamoré, José Martins, desabafou: “o objetivo do manifesto é cobrar o que é de direito do povo. Na educação, a escola municipal José Carlos Nery está interditada já há seis meses, os alunos desta escola todo mês mudam de local é um absurdo, uma falta de vontade de melhorar. Porque na saúde não enxuga a folha de pagamento e mais absurdo ainda é saber que os remédios hoje usados no Hospital Regional ainda são da gestão passada. O pior ainda é saber que não há combustível para abastecer ambulâncias para conduzir pacientes até Porto Velho, assim não dá para cruzar os braços”.
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