Pessoas que acompanham a história da cidade de Guajará-Mirim, e que hoje sofrem com tantos problemas que atormentam o seu povo, costumam usar a frase: “lá tinha”, quando se referem a presenças de órgãos e comércios como o Banco Itaú, o Banco Bamerindus, as Lojas Pernambucanas, os cines, clubes tradicionais como o Cruzeiro, a Sede dos Trabalhadores , o Cabos e Soldados , o futebol que arrastava multidões ao estádio e fazia a cidade ser respeitada em toda a região e tanto outras coisas que deixaram de fazer parte da vida dos guajaramirenses.
Hoje, o passado de abandono persiste em prédios e logradouros públicos. A prova? O prédio onde funcionava o Centro Odontológico Dr. Antônio Rocha. Esse Centro Odontológico foi criado em uma das gestões do prefeito Isaac Bennesby, de saudosa memória, um dos melhores – senão o melhor – prefeito que Guajará-Mirim já teve nas últimas décadas.
Equipado com profissionais competentes e dedicados, o Centro Odontológico prestou inestimáveis serviços à população, especialmente a mais carente da cidade. Hoje, é a imagem do descaso com a coisa pública é tratada em Guajará-Mirim.
Transformado em ruínas, caindo aos pedaços, servindo para esconderijo de vagabundo, invadido pelo mato e pela sujeira, o prédio está localizado na Av. Dr. Lewerger, nos fundos do Centro de Saúde Sandoval Meira, no Bairro da Serraria.
Recuperado, o local poderia muito bem servir a um órgão público municipal, reduzindo despesas com aluguéis de imóveis que se destinam a esse fim. E aí ninguém poderia dizer: “Centro Odontológico? Lá em Guajará tinha”.
Fonte: Guajará Notícias
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