Ao usar a tribuna da Câmara Municipal durante o Grande Expediente na Sessão Ordinária desta quinta-feira, 21, o vereador Augustinho Figueiredo (PDT) falou sobre assuntos tratados com o governador do Estado Confúcio Moura quando de sua participação em uma reunião na cidade boliviana de Guayaramerin e destinou, em seguida, a maior parte do seu tempo para protestar contra uma ação da Polícia Militar Ambiental em conjunto com servidores da SEDAM (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental), Escritório de Guajará-Mirim.
O vereador condenou o fato da equipe ter chegado ao sítio de nome Porto Alegre, na margem do Rio Pacaás Novos, de propriedade do senhor Raimundo Lopes, de 84 anos de idade, Soldado da Borracha e há mais de 50 anos residindo na localidade e ter intimado o mesmo e seu caseiro, que também é vaqueiro, pelo fato de ter autorizado ao caseiro a desmatar uma área de 50m x 100m para plantar macaxeira e árvores frutíferas.
Na residência, a equipe encontrou uma espingarda calibre 20 que, segundo seu Raimundo Lopes, é usada para defesa dele e da família e também para caçar, pois vive em meio a imensa floresta cerca de todo tipo de animais e de perigos.
Seu Raimundo Lopes e o seu caseiro de nome Carlito foram conduzidos a Guajará-Mirim e apresentados na Delegacia Regional de Polícia Civil onde foram ouvidos pela autoridade policial e liberados em seguida. O problema é que seu Raimundo Lopes tem 84 anos de idade, já sofreu um AVC e perdeu os movimentos do braço direito. Também tem um filho que é portador de deficiência e vive e trabalha no local. Seu Raimundo ficou na Delegacia de Polícia das 3 da tarde às 7 da noite.
O vereador Augustinho disse que transmitiu pessoal e verbalmente o fato ao governador Confúcio Moura, que prometeu tomar providências com relação ao assunto. Nascido e criado nas barrancas do Rio Pacaás Novos, o vereador – que é portador de deficiência visual –defende um tratamento diferenciado para as pessoas que vivem nas reservas extrativistas e mais respeito para quem cuida e preserva as nossas matas, salientando que esses brasileiros merecem um prêmio e não repressão policial em seus habitat.
O assunto repercutiu em todos os noticiários de rádio e sites de notícias da cidade de Guajará-Mirim.
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