O município de Guajará-Mirim tem sido palco de uma série de obras que estão inacabadas, paradas ou até concluídas, mas não são utilizadas por conta de problemas burocráticos, o que prejudicam toda a população.
Das concluídas, mas que não funciona, encontra-se um prédio no Distrito do Iata que em princípio foi erguido para servir de Hotel Fazenda para que a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) instalasse no local um Curso de Turismo ou algo parecido. Abandonado há mais de 10 anos o mato toma conta do local, as instalações estão sendo deterioradas pela ação do tempo e o local serve como ponto de encontro de vândalos e marginais. Seguidamente ouve-se da boca de políticos que o local será utilizado para determinado fim, mas nunca acontece nada de concreto e o prédio continua abandonado e servindo de moradia para insetos como morcegos, ratos, cobras e afins.
Na zona urbana da cidade, há o antigo prédio onde funcionava a velha Maternidade Dr. Cláudio Fialho, berço de nascimento de muitos guajaramirenses ilustres ou anônimos. Demolido em parte para construção de uma nova maternidade, a obra foi alvo de interdição por parte dos órgãos fiscalizadores do Governo Federal e a maior parte da verba destinada à obra sumiu, provavelmente fora desviada, e até hoje não se teve uma solução para o problema.
A creche financiada com verbas federais também é outro problema. Com 90% da obra pronta, foi interditada e foi causa de ação que acabou levando muita gente para a cadeia acusadas de desvios de recursos da citada obra. Sem funcionar, pais e crianças são diretamente prejudicadas.
A biblioteca municipal, que foi referência em épocas passadas, desabou e até hoje não foi reconstruída, apesar de inúmeras promessas de políticos. Prejuízo para os alunos que tinham o local como referência para realizar pesquisas escolares na elaboração de trabalhos pedidos pelos professores.
Na área física do Centro de Saúde Carlos Chagas, no Bairro do Tamandaré, a obra de construção do Centro de Reabilitação de Pessoas Deficientes também foi paralisada e não se tem notícias do retorno das ações para sua conclusão. Prejuízo para as pessoas portadores de deficiência que utilizariam o local para sessões de fisioterapia e outras ações similares e associadas ao seu tratamento.
Este é o quadro atual de Guajará-Mirim. O município se ressente de investimentos e falta de tudo para atender com dignidade a população. E por que o Governo Municipal não resolve esses problemas? Naturalmente que a solução não é nada fácil, mas é preciso dar o primeiro passo. Nesse caso, a área jurídica da Prefeitura deveria debruçar-se sobre os problemas, estudá-los, analisa-los e pleitear junto à Justiça ações para tal. Caso contrário, o povo vai continuar sofrendo por tempo indeterminado e, como sempre, culpando a figura do prefeito que foi eleito para solucionar os problemas da cidade e não para ser espectador desses problemas.
Fonte: Guajará Notícias
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