
As presenças do prefeito Dúlcio da Silva Mendes (PT), do secretário municipal de Administração, professor Francisco Sanchez Mendonça, do coordenador do COMTRAN, Marconi, o Bodão, e de taxistas e feirantes do Mercado Público Municipal foram motivos suficientemente fortes para modificar o tom normal do pronunciamento dos vereadores na Câmara Municipal de Guajará-Mirim na sessão ordinária desta quinta-feira, 28.
Com pronunciamentos sempre marcados por críticas ao Governo Municipal, nesta quinta foi tudo diferente. Desde o Pequeno Expediente – momento em que cada vereador dispõe de 5 minutos sem que seja permitido apartes aos demais – até o Grande Expediente – quando cada vereador dispõe de 10 minutos para usar a tribuna da casa e, aí sim, pode ser aparteado por outro colega, o tom foi de calmaria e marcado por elogios de muitos vereadores ao Chefe do Executivo Municipal.
Obviamente que algumas cobranças ainda foram feitas, por exemplo, o vereador Irmão Dênis (PTB) cobrou a presença de mais petistas nas pastas municipais por entender que eles são fiéis ao prefeito e ajudaram a elegê-lo, além de serem competentes, segundo o vereador.
Até que o penúltimo orador, já quase no final do Grande Expediente, subiu o tom de voz, uma de suas características quando usa a tribuna para defender a população de Guajará-Mirim e cobrar providências para a solução dos problemas que afligem a cidade. Foi Augustinho Figueiredo (PDT), considerado pelos próprios membros da Casa como seu Líder. Augustinho voltou a criticar a atuação de membros do setor de Licitação da Prefeitura que, segundo ele, demora muito para montar, desenvolver e concluir um Processo licitatório. Acentuou que quase sempre são observados erros primários nos processos, o que retarda mais ainda o seu andamento.
Durante seu pronunciamento, Augustinho foi interrompido pelo colega Sérgio Bouez (PSB), que pediu um aparte, concedido pelo orador. Serginho Bouez cumprimentou o colega pelas colocações e acentuou que alguns assessores do prefeito sequer são de Guajará-Mirim. Segundo ele, tem gente de Porto Velho e que não conhece nossa realidade e que o prefeito deveria trocar esses assessores por pessoas capazes de desempenhar a função com mais eficiência para o bem do município.
Retomando a palavra, Augustinho afirmou categoricamente que “tem gente na Prefeitura jogando contra o patrimônio, ou seja, trabalhando contra o prefeito”. Prosseguiu dizendo que essas pessoas têm que ser trocadas. E foi mais além: acentuou que este ano dispensou todo o apoio possível e necessário ao prefeito, mas se a coisa não mudar, no próximo ano retirará seu apoio e vai agir de forma muito diferente com relação ao Poder Executivo Municipal.
Fonte: Guajará Notícias
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