O desabastecimento que atinge as cidades de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, em função das enchentes que atingem a região, poderá, em breve, causar mais um grave problema: a suspensão do fornecimento da alimentação aos presidiários.
O problema ocorre pela falta de condições de tráfego para que a empresa responsável pelo fornecimento da alimentação dos presidiários receba as mercadorias com regularidade, como em tempos normais. Donizete Batista, assistente administrativo da empresa Larynutri Comércio de Alimentos Ltda., que detém a concessão dos serviços, disse que o estoque de frango, por exemplo, está próximo ao final. Também o gás de cozinha deve durar, no máximo, mais 24 horas, e assim outros elementos indispensáveis ao preparo da alimentação dos detentos.
Ele acentua que esses produtos são fornecidos por empresas de Porto Velho, que dão um prazo para quitação dos valores correspondentes. Aqui em Guajará-Mirim, a empresa que vende frangos, por exemplo, praticamente só faz vendas à vista, e a empresa não tem condições de fazer esse tipo de pagamento porque o Governo do Estado atrasa o pagamento dos serviços. Acentua que o mês de janeiro/2014, por exemplo, ainda não foi quitado e eles aguardam que o governo o faça o mais rápido possível para que a situação não piore no setor.
A empresa teme cobranças por parte do Ministério Público Estadual acerca da eventual falta de materiais para confecção das marmitas que atendem os apenados da cidade de Guajará-Mirim e diz acreditar que tudo será contornado e espera que não haja desabastecimento de gêneros alimentícios para a empresa.
Fonte: Guajará Noticias
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