Na manhã desta quarta-feira, 05, o presidente da Associação Primavera dos Moradores dos Rios Pacaás Novos e Barreiro das Antas, no Rio Novo, Vanderlei dos Santos Pereira, o Vando, afirmou que as cheias na região estão atingindo e causando inúmeros prejuízos aos moradores dessas localidade, na área ribeirinha do município de Guajará-Mirim.
Segundo Vando, as localidades de Margarida e Encrenca, ambas no Pacaás Novos, já foram fortemente atingidas pelas águas do Pacaás, o mesmo ocorrendo com localidades que ficam no Rio Novo, um lugar muito distante da sede do município.
O presidente afirmou que 6 famílias foram atingidas pelas águas na localidade Margarida e igual número também em Encrenca. Dessas famílias, segundo Vando, até agora somente as famílias de Margarida receberam cestas básicas da Defesa Civil Municipal, o que deverá ocorrer na próxima sexta-feira, 6, com as famílias atingidas em Encrenca.
Ele lamentou o fato da Defesa Civil do Município não dispor de material necessário e suficiente para atender o povo ribeirinho afetado pelas enchentes. Disse que o pessoal da Defesa Civil enfrentou dificuldades para conseguir barco e motor para realizar a viagem de inspeção a essas localidades e, quando conseguiu barco e motor, faltava combustível.
O presidente da Associação Primavera faz um alerta quanto a situação por que passa o povo indígena que vive às margens desses rios. De acordo com declarações dele, a Aldeia Graças a Deus e também a Aldeia de Santo André estão sendo severamente castigadas pelas águas. Recomenda, inclusive, que a Administração da Funai (Fundação Nacional do Índio), em Guajará-Mirim, adote medidas imediatas como forma de socorrer aquele povo que, segundo ele, em Santo André são cerca de 380 pessoas sofrendo com a invasão da água, a escassez da pesca e da caça e não estão mais nem fazendo farinha porque suas roças foram invadidas pelas águas e plantações foram destruídas, o mesmo ocorrendo com moradores não índios das localidades que já perderam milhares de pés de macaxeira e outro tipo de lavoura. Quem tem algumas cabeças de gado também encontra dificuldades ´para retirá-las para um local seco e seguro.
Fonte: Guajará Noticias
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