22°C 36°C
Guajará-Mirim, RO
Publicidade

Acesso a cidades isoladas continua bloqueado por manifestantes em RO

09/03/2014 às 21h14
Por: João Teixeira
Compartilhe:

Os moradores de Nova Dimensão, distrito de Nova Mamoré (RO), seguem com a manifestação na  estrada 421, rota alternativa usada para permitir o transporte de mercadorias até os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, isolados por conta da cheia histórica do Rio Madeira. Com a estrada em péssimas condições, os moradores pedem a abertura de um acesso por dentro do Parque Estadual de Guajará-Mirim, obra que chegou a ser autorizada por órgãos estaduais, mas foi impedida por determinação do Ministério Público Federal por se tratar de uma área de reserva natural e indígena. A cheia do Rio Madeira atinge o afluente Araras, que interditou a BR-425, principal acesso para a fronteira com a Bolívia.

O protesto é pacífico, mas os ânimos já estão exaltados após a negativa da Justiça Federal. Segundo os moradores, os prejuízos são altos devido a falta de possibilidade de envio de produtos e acesso à mercadorias. “A gente vem sofrendo, perdendo tudo. Somos 14 mil habitantes nessas redondezas que estão ficando sem comida e sem remédio”, diz Afonso de Souza, agricultor. A estrada está fechada desde a quinta-feira (6), e só vai ser reaberta quando a Justiça Federal autorizar  o manejo das máquinas pela estrada-parque, segundo os manifestantes.

Nova Mamoré e Guajará-Mirim estão ilhados desde o dia 14 de fevereiro, quando foi decretado o estado de emergência nas cidades. Para solucionar o problema do transporte de mercadorias até a região, foi criada uma rota alternativa através de Nova Dimensão, mas a má condição da estrada dificulta o trafego de veículos. Para permitir o escoamento da produção, moradores às margens deste trecho pedem a abertura de um trecho de 11,5 quilômetros pelo parque estadual.

De acordo com os moradores, com o problema de acesso, os preços subiram muito e a gasolina, por exemplo, chega a custar R$ 5 o litro. O preço do gás de cozinha subiu 100%.

Na sexta-feira (07), um ônibus com mais de 50 indígenas chegaram ao local para apoiar o movimento. Eles também se dizem prejudicados com a falta de mantimentos. “Viemos para ficar até liberar a estrada”, diz o cacique de uma comunidade indígena na Linha 14, próximo a Nova Dimensão, Isaias Oro Waran.

O professor indígena Eliseu Oro Nao também pede pela abertura da estrada. “O governo tem que fazer alguma coisa para liberar a estrada. Estamos precisando muito desse acesso”, conta.

O chefe de gabinete do estado, Waldemar Albuquerque, foi até o local do protesto para ouvir as reivindicações. Segundo ele, o governo do estado está ciente das dificuldades na região, que está praticamente ilhada, e que a única solução seria a abertura da estrada, entretanto nenhuma ação pode ser feita por conta da determinação do MPF. “Vamos fazer uma petição para a Justiça Federal, apontando as conseqüências da situação de emergência, em detalhes, para mostrar a realidade dessas pessoas que estão sendo afetadas por esse processo de enchente”, afirma o representante do Governo de Rondônia.





Fonte: G1/RO
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Guajará-Mirim, RO
23°
Tempo limpo

Mín. 22° Máx. 36°

23° Sensação
1.12km/h Vento
64% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h29 Nascer do sol
19h18 Pôr do sol
Seg 37° 24°
Ter 38° 23°
Qua 40° 22°
Qui 40° 25°
Sex 42° 25°
Atualizado às 00h17
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,14 -0,03%
Euro
R$ 6,00 -0,01%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 415,334,97 -2,12%
Ibovespa
171,031,73 pts 1.85%
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade