A população de Guajará-Mirim, em mais uma manifestação para reabrir o tráfego na BR-421, rota alternativa na ligação de Nova Mamoré e Guajará-Mirim com o restante do País, iniciou na manhã desta quarta-feira, 12, uma vigília em frente ao prédio da Justiça Federal em Guajará-Mirim, que fica localizado na Av. Duque de Caxias, no Bairro de Santa Luzia.
Representantes de diversos segmentos da sociedade compareceram ao ato que pede uma solução para o grave problema que afeta o município e toda a região e uma das mais rápidas e simples seria a liberação do tráfego na BR-421, o que foi impedido por decisão da Justiça Federal de Rondônia.
Empresários de vários setores produtivos marcaram presença no ato, assim como comerciários, moto taxistas , estudantes, produtores rurais e população em geral. A diretoria da Acrivale (Associação dos Criadores do Vale do Mamoré) se fez presente, bem como a presidente da OAB-RO /Subseção de Guajará-Mirim, Dra. Cherislene Pereira de Souza, que disse ter feito um pedido à Justiça Federal solicitando a presença de um magistrado na cidade para analisar o problema, tendo em vista que a Juíza Federal Titular encontra-se em tratamento médico e, portanto, afastada de suas funções.
Informações dão conta de que a Embargo que proibiu o tráfego pela 421 terá seu mérito julgado nesta quarta-feira.
Um dos organizadores do evento, empresário Gérson Maia, disse que a vigília não tem prazo de duração e que alguns produtores da cidade colaboraram doando três cabeças de gado para servir em forma de churrasco para as pessoas presentes ao ato. Assim, segundo ele, o movimento pode durar um, dois, três ou mais dias objetivando obter da Justiça Federal uma solução para o problema que afeta todos os guajaramirenses.
No local da vigília, já às primeiras horas da manhã encontravam-se no local uma viatura da Polícia Militar, do Pelotão de Trânsito, e cerca de meia dúzia de policiais federais que faziam a segurança do prédio.
A população aguarda com ansiedade uma solução para o problema que já está ocasionando desabastecimento na cidade como a escassez de produtos básicos como gás de cozinha, água mineral e combustível. O desemprego também ronda a cidade, pois empresas, sem movimento, começaram a demitir funcionários.
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Diretoria da Acrivale apoia abertura da 421
OAB/GM
Fonte: Guajará Noticias
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