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Tráfego é retomado em ponte que ficou submersa pelo Rio Madeira

22/04/2014 às 22h30
Por: João Teixeira
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A ponte do Rio Ribeirão, afluente do Rio Madeira em Rondônia, que ficou inundada e por isso permaneceu interditada devido a cheia histórica, voltou a ser utilizada pelos motoristas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ainda não vistoriou a estrutura da ponte, mas pessoas que residem na zona rural da região já utilizam a passagem.

Por causa da elevação do nível do Rio Ribeirão, comerciantes locais tiveram que fechar as lojas por cerca de 90 dias. “Agora vamos retomar as atividades. Tive muito prejuízo com quase três meses parado, sem vender. Tive a fábrica de doce completamente destruída. Espero que reconstruam a estrada logo para o turismo voltar ao normal”, conta Martim Pagung, comerciante.

Endividados, os comerciantes falam que sentiram falta do apoio do governo. “Fiz o cadastro da Defesa Civil, mas nada aconteceu. Eu não queria nada de graça, mas seria interessante se tivesse uma linha de crédito com juros baixos para os comerciantes pagarem os boletos atrasados. Construírem o que foi destruído, com pagamento parcelado”, afirma Pagung.

De acordo com o governo do estado, está sendo realizado uma avaliação pós-cheia para projetar ações específicas para cada núcleo de atingidos, como é o caso dos comerciantes. O cadastro deve ser realizado na Defesa Civil para que ações sociais possam ser executadas com famílias que tiveram suas casas inundadas pela cheia.

O trecho que já está fora da água vai de Guajará-Mirim até três quilômetros após a localidade de Ribeirão, que fica distante cerca de 30 quilômetros de Nova Mamoré. O distrito de Araras continua inundado junto com a ponte de mesmo nome. Em locais que a água corria sobraram areia, pedras e troncos de árvores pela estrada, além do asfalto danificado.

Nos próximos dias, o Dnit deverá começar a fazer o trabalho de análise, levantamento e pesquisa dos pontos críticos. No momento, o órgão começou a reconstruir os bueiros abertos pela força da água na rodovia 425. Até a ponte do Rio Ribeirão são três pontos identificados com máquinas trabalhando nos locais.

Os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré ficaram com a única rodovia de acesso fechada desde o dia 12 de fevereiro, devido à cheia do Rio Madeira, que atingiu nível histórico de 19,74 metros. A elevação da cota acarretou inúmeros problemas de abastecimento causando estado de calamidade. Para resolver o problema, foram criadas duas rotas alternativas, mas que estão em condições precárias de tráfego. Em Guajará-Mirim, o Rio Mamoré também atingiu recorde de 14,44 metros desabrigando mais de 500 famílias.

                                                                       Casas que foram atingidas pela cheia do Rio Ribeirão (Foto: Dayanne Saldanha/G1RO)




Fonte: G1/RO

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