O vice-presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Guajará-Mirim, Cícero Noronha Filho, afirmou hoje que a entidade enviou documentos ao Governo do Estado, desde que as cheias começaram a prejudicar a população, em que pede prorrogação de dívidas, isenção de taxas e outros benéficos para socorrer o município.
Nos últimos dias, Noronha manteve contatos com o governador Confúcio Moura, com o alto escalão superior do Comando da Polícia Militar, em Porto Velho, e com a direção maior do Detran-RO, buscando a suspensão das operações policiais, as chamadas blitz, que estão sendo realizadas diariamente na cidade. Segundo ele, ninguém do governo autorizou a realização dessas operações em Guajará-Mirim e que iriam adotar providências acerca do assunto.
Noronha justifica a sua solicitação, através de documentos e telefonemas, mostrando a situação do município decorrente das cheias que maltrataram toda a região. Diz que a cidade está em Estado de Calamidade Pública, reconhecido pelo governo, e que medidas dessa natureza não podem ser adotadas.
Dentre os pedidos da entidade, encontra-se a suspensão ou isenção do pagamento do IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores), tributo que não pode ser cobrado nesse período em que a cidade vive estado de calamidade pública. Classificou de falta de respeito e desumana a realização de blitz durante esse período.
Noronha informou ao governo do Estado que a economia do município está sangrando, empresas deram férias coletivas a servidores, outras demitiram, os comerciantes não venderam quase nada em três meses de crise provocada pelas cheias e muitos tiveram que fechar as portas devido a água que atingiu seus estabelecimentos.
O vice-presidente disse que as autoridades precisam ser coerentes em suas ações e que Guajará-Mirim não pode mais continuar pagando o alto preço por fatos ocasionados pela própria natureza.
Fonte: Guajará Notícias
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